quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Homem e a serra 2012 – Vieira do Minho

“O Melhor passeio de sempre”

Domingo, 10 de Junho de 2012, era o dia anunciado para o referido passeio, ansiosos estavam os três elementos (Paulino, Miguel e o mais recente amigo Hélio) que foram em representação Tapafuros… por um lado toda a promoção que tinha havido ao passeio prometia, por outro todos os sites de meteorologia anunciavam chuva moderada para o dia…

Quase a hora marcada saíram dos Arcos em direção a Vieira do Minho, e sempre com a chuva como nossa companheira, não sendo muito forte, mas teimava em permanecer.

Chegados ao destino, era hora de ir levantar os Dorsais, e logo aqui começaram as aventuras, diversas filas para o efeito, todas elas bem assinaladas, umas para quem já tinha confirmado outra para quem ainda não o tinha feito, e lá seguiu a maioria para a fila correta, e um dos meninos decide ir para a fila errada, na altura não percebemos o porquê, e confesso que ainda não percebi muito bem, o facto é que na nossa fila estavam um cavalheiro, e na outra era só meninas simpáticas a distribuir dorsais…

Era hora da ingestão da cafeina, até que estava quase na hora da partida, cumpriu-se a obrigação e toca a preparar as bikes, pois ainda não tinha parado de chover mas estava quase na hora da partida…

umas voltinhas de aquecimento 

Com alguns minutos de atraso lá começa o passeio, e que passeio… após uma pequena introdução por parte da organização, que esteve ao mais alto nível, todos os elementos das várias instituições estão de parabéns, fizeram uma trabalho extraordinário…

e lá fomos nós

Uns kms iniciais com alcatrão, apenas o suficiente para sair do centro, e logo passado uns 5 minutos já íamos encostas/terra acima. Cada curva, cada subida que ia surgindo ia sendo motivo de admiração, os caminhos eram sem dúvida alguma fantásticos, e o percurso foi muito muito bem escolhido, muito bem pensado…

Foi duro sim senhor, mas foi havendo pelo meio das subidas uns singles-tracks a descer, outros a subir, mas que estavam muito bem posicionados e ajudavam a recuperar o folego…

 o Hélio a abrir 

 O Miguel e o Paulino logo atrás 

Vencida a primeira “subidinha” (assim chamou a organização, com as aspas e tudo), eis que fomos presenteados com um mini reforço para dar energia para uma descida bastante técnica que se aproximava, que nos ia levara a linda aldeia de Espinho… serviu para abrir o apetite para o que estava para vir.





Mas antes ainda nos faltava vencer a derradeira “subidinha”, que nos deu bem que fazer (pedalar), mas lá conseguimos chegar a verdadeiro reforço…
Este que para além de desejado, se encontrava num local de beleza singular, não sei se foi por isso, mas soube ainda melhor o repasto que nos esperava…

Local do reforço

chegada ao reforço

a comer sem tirar os olhos do que ainda faltava...


E a partir daqui é que foi…
Um primeiro sinal que dizia “Descida Longa”, fez-nos logo esboçar um sorriso do tamanho do mundo… outro mais a frente já nos deixou um pouco preocupados… ora vejam…





As fotos e vídeos que a organização foi disponibilizando, tinham deixado água na boca, mas nenhuma foto ou vídeo nos tinha preparado para o que se seguia…
Descidas, mas senhoras descidas com km e kms, uma inicial com alguma pedra solta, a seguinte com pedra mas já bem firme, curvas e contra curvas, saltos e ganchos, velocidade, adrenalina, tudo ao rubro… isto foram os primeiros 5kms da descida, ainda faltavam cerca de 17 para o final…



E agora vinham os esperados singles-tracks a descer…
Bem aqui é que foi a loucura total, trilhos rápidos, técnicos, saltos, terra solta para a roda traseira andar a derrapar (parecia motocross), curvas com inclinações brutais, slaloms entre o arvoredo, pontes feitas para o passeio, mais descidas, e mais saltos, e mais curva, escadas…
Esta parte final não há palavras para descrever tanta coisa, só mesmo que foi consegue ter a noção que lá estava…
Foi curtir mesmo até ao fim…






Foi uma manhã muito bem passada, sem dúvida o melhor percurso de BTT que alguma fiz…
O ambiente entre os diversos companheiros do pedal que lá andavam era do melhor, em nenhum momento se viu atitudes de desrespeito pelos parceiros, nunca vi espirito competitivo, mas sim de companheirismo, fartei-me de falar com montes de pessoal, um dos quais tinha-mos amigos em comuns (grande abraço ao Paulo Araújo), e em todos era notável uma enorme satisfação…
Ficou uma vontade enorme de lá voltar para repetir

Foi sem dúvida alguma o melhor passeio que já fizemos…

Os nossos parabéns ao pessoal de Vieira do Minho, a todas as instituições, desde o pessoal do BTT aos Bombeiros, Policia, aos fotógrafos que “nascem nas árvores e nas pedras”, toda gente foi muito acolhedora, encorajadora e participativa.

Muito obrigado pelo que nos proporcionaram


Grande abraço,
Paulino

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pirâmide Radical e os TapafurQs: O rescaldo.


20 de maio de 2012
Passeio de BTT organizado pelo Clube “Pirâmide Radical” de S. Martinho da Gandra
Concentração: 8:30
Partida: 9:15
Distancia: 38/45 Km
O dia acordou cinzento e com um ar fresco. Porém, como costumamos dizer estava um belo dia para a prática do BTT.
Pelas 8:30 lá estavam o Ângelo, o Agostinho, o Isá, o Serafim, o Nuno, o Rui, o Vítor, o João Pedro e o Viana em representação deste grupo fantástico ao qual batizámos de “TapafurQs”. Também se assinalou a presença do Steven, o único membro em regime de não exclusividade.
Lá estava também o “Tó” a preparar-se para o final do périplo.

Lá estava também o “Tó” a preparar-se para o final do périplo.

O “passeio” estava constituído na sua maioria por trilhos em terra que passavam pela zona de Ponte da Barca e de Ponte de Lima. Alguns dos trilhos já eram por nós conhecidos nas habituais voltas domingueiras, mas, outros foram uma agradável novidade para os TapafurQs
Na parte inicial, para que os cerca de 150 Bttistas se dispersassem, foi dada uma volta pela freguesia de São Martinho da Gandra. Aliás, é sempre de louvar estes inícios de provas para que não haja congestionamentos nas primeiras subidas.

Os participantes preparados para a partida
A nossa passagem pelo terreiro

Assim foi, passámos novamente pelo terreiro da freguesia e lá nos dirigimos rumo a Beiral do Lima e à dificuldade maior da prova. Ufa, uma subida de cerca de 27 Km em direção a Oural (Ponte da Barca). Oural, para quem lá quis ir, porque havia opção de reduzir o percurso em cerca de 7 km.





     O Nuno, o Vítor, o Agostinho, o Serafim e o Rui na 1ª parte da subida em direção ao Oural





    O Ângelo, o Viana, o João Pedro, o Isá e o Steven, após a primeira parte da subida.

Lá continuamos a subir até ao Km 20, quando nos deparámos com uma bifurcação. Para a esquerda a opção era subir mais cerca de 7 Km em direção ao Oural. Para a direita, a uns 500 metros, estaria à nossa espera o reforço para o recuperar das energias despendidas na ingreme subida. Bem! A maior parte dos ciclistas optaram pela 1ª opção…

O repasto contemplava no seu cardápio: diversos bolos, chocolates, laranjas, bananas, maças, sandes de queijo e marmelada, sumos vários e água, e até vinho branco e vinho do porto.

Neste aspeto, os nossos parabéns para a organização e que sirva de bom exemplo para outras organizações.

Energias repostas, lá nos dirigimos em direção à vila de Ponte de Lima, com passagem pela Armada e Monte da Madalena. Trilhos fantásticos e algo perigosos a exigir redobrada atenção aos participantes, principalmente nos single-track e nos estradões com pedra solta.












Chegados a Ponte de Lima o percurso final foi feito pela ecovia até ao terreiro de São Martinho da Gandra com uma pequena dificuldade na parte final a exigir aos participantes um derradeiro esforço.

Aqui o Rui num derradeiro esforço até à meta…

Nuno, 10º classificado, com chegada em grande estilo…

Agostinho, 14º classificado, satisfeito com a sua prestação…

Serafim, 17º classificado, fresco que nem uma alface após os 45 Km percorridos…

Rui, 27º classificado, com gesto típico do amor que tem pela camisola!...

O João Pedro e o Viana, também radiantes por terem chegado...apesar da forte chuvada…que abençoou os mais atrasos.

Em suma, mais uma vez, vai uma palavra de apreço à organização deste passeio, quer pelo acolhimento, responsabilidade e simpatia com que receberam os participantes, sendo este o 1º passeio por eles organizado, quer pelas subidas com elevado grau de dificuldade, quer pelas fantásticas descidas, bem como pelas marcações que foram ***** e um reforço quase inimitável de deixar aqueles que não puderam estar presentes com água na boca. Bem hajam!

Lembram-se do “Tó"!? Estava a preparar-se para o final… e assim o fez!
As fotos seguintes documentam o seu estado após a chegada de alguns “famintos” participantes…



Ah…falta apenas referir que o maldito “milhafre” mais uma vez fez das suas …um furo e uma queda sem grandes consequências …

Abraços TapaFurísticos

Viana


terça-feira, 5 de junho de 2012

Anda comigo ver os TapafurQs em Bravães

A quarta revisão do programa de assistência a Portugal foi positiva e a 'troika' aprovou a transferência de mais uma tranche de quatro mil milhões de euros, satisfazendo as condições necessárias para que avançasse a escrita da crónica, cujos factos remontam ao passado dia 6 de Maio.

Podia ser mais uma manhã de domingo em que os ilustres TapafurQs partilhavam o gosto pela bicicleta, o convívio, a natureza, as subidas, as descidas (...) em mais uma pedalada. Era mais do que isso. Os Trilhos da Pegadinha (3ª edição) organizados pelos nossos amigos do BTT Bravães eram o motivo que nos fazia reunir na freguesia que lhes deu o nome (Bravães) e, assim, fazer a estreia da nossa equipa neste evento.

Desfalcados de alguns elementos que não puderam estar presentes, a fotografia de grupo era composta por sete TapafurQs (R.Barreto, N.Barreto, J.Barbosa, A.Galvão, S.Galvão, V.Gomes e S.Fernandes).
Foto de grupo (o Steven foi mais rápido que o fotografo).
O local de concentração era o campo de futebol de Bravães (8 horas). O passeio não contava com milhares de participantes permitindo um maior convívio e uma maior fluidez na hora de desbastar os lindos trilhos que haviam preparado para este evento.

Alguma espera até que se preparasse a partida. Oportunidade para uma mostra das diversas habilidades que sabemos fazer.
A concentração do Serafim.
As duas rodas da bicicleta do Rui.
Abram alas para o JP.
O look do Nuno.
Feito o aquecimento era hora de reunir para dar início à partida. A seguinte foto mostra a preparação dos bttistas nos momentos que antecederam a partida. Como podem ver muitas caras conhecidas e sim, desta vez, o Steven, não conseguiu escapar ao fotografo. Observem!

Aspecto geral da "linha" de partida.

A partida foi dada de uma forma, no mínimo, original.
"Tiro" de partida.
Felizmente não existiram consequências. O nosso amigo Nuno (na foto à esquerda) logo pegou na bicicleta para se atirar às subidas com determinação. E já que falamos em subidas diga-se que este passeio teve subidas bem interessantes. Nos primeiros 15 kms não se falava de outra coisa. De Boivães a Porto Bom, de Porto Bom à Boalhosa sempre com bons trilhos, com alguma lama pois a chuva da véspera assim o justificava. E, finalmente, a Armada, para um reforço a fazer jus ao nome (nham nham).
O que é feito das bolachas?
António e Steven observam num momento de descontracção.
O reforço foi lá no alto, oportunidade para repor energias e para desfrutar das fantásticas paisagens do Vale do Lima. A parte mais dura tinha ficado para trás, agora que estávamos quase a meio do passeio, restavam mais umas pequenas subidas e muitas descidas. Descidas com inclinação bem acentuada, para serem feitas com algum (muito) cuidado. Melhor que a descrição ficam algumas imagens que demonstram a cautela no momento de seguir serra abaixo.

Para terminar em pleno algum terreno plano no regresso ao local de partida (que também era de chegada :). Felizes por mais um participação em que tudo correu pelo melhor. Assim, aqui ficam os nossos parabéns à organização. Para o ano estaremos de volta mas com mais TapafurQs a participar! :)

Abraço,
JP