sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Santa Rita P.Lima - A fantástica volta sem incidentes!

Mais difícil do que não saber o que escrever após mais uma volta Domingueira, é relatar uma volta onde pela primeira vez (penso eu) até parecíamos um grupo de ciclistas a fazer isso mesmo, a andar de bicicleta.
O milhafre (personagem Tapafurística responsável pelas avarias, furos e afins) ficou a dormir o sono dos justos e não nos acompanhou desta vez. Sem furos, quedas, percalços e Favaios, já estão a perceber o meu problema…
O melhor é começar pelo início:

Ponte de Lima, 7:30 da manhã de Domingo 16 de Outubro de 2011.
Os primeiros TapafurQs (lê-se tapa furos e o “Q” simboliza um pneu furado a esvaziar como bem é retratado no nosso logótipo: aaaaaaaahhhh dirão alguns!) chegavam ao ponto de encontro junto à ponte velha. Para esta volta tínhamos convidado um ciclista experimentado e veterano nestas coisas do pedal, que curiosamente é também um dos nossos patrocinadores através dos Moveis Santa Comba.
O Sr. Alfredo Amorim, ou melhor o Alfredo (que é assim que ele gosta de ser chamado) tem nas pernas milhares de quilómetros percorridos em bicicleta e um sem número de histórias fascinantes acerca da paixão que nos une – o ciclismo e o BTT em particular.
Com uma pontualidade britânica apresentou-se no local combinado receoso por poder atrasar o grupo, o que viria a constatar ser um perfeito disparate já que nós ou estamos parados ou a andar devagar, sempre com a ânsia de mais umas fotos para mostrar às Marias as nossas aventuras (e às quais elas não ligam nenhuma, sorrindo apenas com as nossas tristes figuras em lycras).

Filipe a pensar se ainda estará a sonhar, o Mário a julgar que é da ex-BT(todo fluorescente) e o Alfredo a pensar: 7:30 da manhã? Estes romanos são doidos!

Honrados por tal presença, tivemos ainda a companhia do amigo Mário, de Arcos de Valdevez, que pela primeira vez se juntou a nós e nos deu assim o prazer de conhecer mais um ciclista muito porreiro.
A achar que a volta iria ser gira tínhamos o Nuno Barreto, uma vez mais perfilado com os TapafurQs, e cuja companhia muito nos agrada. Não só gira acharia a volta, como Giro era o capacete que usava que para além de giro era Giro (ver vídeo). Mas a historia não gira à volta deste tema… esta parte ficou gira, não ficou?
É giro e Giro, ou seja Girox2. Do capacete falamos!

À chamada compareceram os elementos: Valente, Viana (os cicerones), Filipe Araujo, Isá, Miguel, Vitor, João Pedro e Ângelo (os restantes são uns baldas!).
Decididos a seguir o caminho de Santiago até ao alto da Labruja, o GPS podia até mostrar uns trilhos de uma qualquer montanha Senegalesa que seria impossível nos perdermos.
Arrancamos até ao primeiro café disponível e, claro está, paramos para nos enchermos de cafeína e mandar os primeiros bitaites do dia. Ruidosos quanto baste, degustamos a beberagem milagreira e admiramos um exemplar de bicicleta de nome “Birrodas”, um velocípede ao estilo tunning, o que nos fez pensar que se calhar as nossas bicicletas nem eram assim… como diria o Nuno… tão giras como pensávamos.
Valente pouco satisfeito por não haver na parede cartazes dos gelados Globo!

E foi entre duas minis que o orgulhoso proprietário da Birrodas nos explicou que os aros foram pintados á mão, o que a tornava numa peça de artesanato.
Vi na televisão espanhola que sai uma bicicleta igualzinha a esta nos pacotes de bolachas. Quero uma! - Diz o João Pedro

“Ala que se faz tarde”, e entramos na secção do caminho Português de Santiago que nos levaria ao alto da Labruja.
Diz quem já o fez (o que ainda não foi o nosso caso) que este é o troço mais difícil do caminho, e pelo número de vezes que desmontamos estamos em crer ser verdade. Bonito, interessante e desafiante, o caminho não significa apenas mais uns trilhos de terra batida pelo meio dos montes, há realmente qualquer coisa de maior quando se segue as setas amarelas - sem duvida alguma, um dia teremos que peregrinar a Santiago de Compostela para homenagear o Apóstolo.
É à mão e mesmo assim...
Calor? Não admira, levavam a "sofage" ligada!

A subida é de facto interessante, mas a perspectiva de ser feita com alforges e mochilas não agrada muito. O único que experimentou essa sensação foi o Valente que possui uma mochila ao estilo Sport Billy (os mais novos deverão googlar!) e transporta coisas sem fim às costas.
A chegada a um dos marcos do caminho, a cruz dos mortos, foi pretexto para mais uma serie de disparates e momento de caos, enquanto nos tentávamos organizar prá foto.

Não se pode tirar uma foto de jeito! Há sempre um gajo de lycras à frente!
Numa pose "À lá Paulino", o grupo fica para a posteridade!

A pé ou a pedalar lá fomos subindo até à Labruja para depois seguirmos ao alto das pedras finas, e daí, visitarmos mais uma capelinha dedicada a Santa Rita.

Junto à capela de Santa Rita

Foi por estas bandas que se deu um encontro inusitado com dois caminheiros que num Português Inglesado nos perguntaram para onde se ia para Fátima.
Surpreendente foi a resposta do João Pedro que entre duas bolachas (aproveitando a paragem para deglutir mais meia dúzias de marias) em tom de pergunta: A Fátima da venda que tem as bolachas Cuétara?
Ficamos mais admirados do que os Ingleses que se limitaram sorrir, todos contentes por alguém falar na Fátima, que devia ser conhecida do elemento em causa e assim teriam a informação desejada.
O jovem casal queria mesmo era ir até ao Santuário de Fátima, o que não deixa de ser francamente admirável – é preciso ter um espírito especial para se fazerem a estes caminhos num país estranho (muito embora membro da EU a coisa por aqui não funciona lá muito bem!) em busca de aventuras novas.
Meia dúzia de “You go’s”, “blue arrow’s” e “thank you’s very well’s” puseram os caminheiros de novo em andamento. Despedimo-nos dos simpáticos personagens e seguimos o nosso próprio trilho.
O jovem casal em passeio por Portugal. Os outros não se afastaram para poder tirar a foto em condições

Entretanto em duas descidas mais acentuadas feitas, deu para ver quem dominava a patanisca, ou melhor a bicicleta, com o Alfredo a liderar o grupo de “monte abaixo” ou em Inglês Down hill. :)
Do caminho até Ponte de Lima há que salientar a beleza dos estradões escolhidos pelos nativos.
Junto á ecovia de Viana-Ponte de Lima é hora de nos despedirmos do Alfredo, que nos deu uma verdadeira lição de BTT e cuja companhia queremos repetir – não sei se já referi que ele é o dono dos Moveis Santa Comba patrocinador oficial da nossa equipa (PUB) - grande abraço para ele.
O Alfredo em grande estilo!

Para o final estava agendado mais um debriefing num café Limiano.
Impressionado estava o Mário que deve ter pensado que andar de bicicleta com os Tapafuros seria só subir e descer montes e parar frequentemente para dizer bacoradas, a surpresa veio no final com uma coisa que muitos (principalmente os mais jovens) deveriam praticar mais amiúde: O convívio com amigos! – A ver vamos se o rapaz vem mais vezes!

O Mário compenetrado no debriefing!
Perfeito domínio, com uma técnica irrepreensível!


Brindamos a todos, incluindo vocês!

Assim se fazem os domingos TapafurQs: pedalar, parar, tirar fotos, hidratar e muita animação.

Saudações Tapafurísticas

Mais fotos AQUI

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

IV CASTANHADA e os tapa furQs

Este ano a IV Castanhada, organizada pelo BTT Terras do Vez, contará com a presença do tapa furQs BTT Clube.
Desde já desejamos toda a sorte para a organização, e que possam repetir o sucesso de outras edições.
A todos os participantes dizemos... até já!



IV Castanhada - 20-11-2011 Arcos de Valdevez

Distância - 45 km (aproximadamente) Acumulado -xxm (aproximadamente) Dificuldade Física: (Média) Dificuldade Técnica: (Média)

Secretariado: Estádio Municipal de Arcos de Valdevez (08:00 - 09:00)
Partida da Castanhada: 9:30
Limite inscrições: 13 Novembro 2011
Limite de Inscritos: 250

mais pormenores aqui: IV CASTANHADA

Cumps tapafurísticos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Resumo da volta

Hoje é domingo e por isso foi dia de animado convívio e BTT, como já é habitual nos tapa furQs.

Mais pormenores sobre a volta serão em breve divulgados, nomeadamente com a indispensável crónica domingueira, mas para já fica a resenha ou resumo do nosso amigo Nuno, com a capacidade de síntese que todos lhe reconhecem.

O que achaste então desta volta NUNO?




 GOSTASTEIS?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

tapa furQs... ou não!

Domingo, 9 de Outubro de 2011, foi dia de mais uma volta domingueira.

Pois é, dirão vocês, e até já adivinhamos: houve furos e quedas, novidades e enganos no percurso, hidrataram-se com bebidas com teor alcoólico e acabaram no debriefing, as paisagens eram muito bonitas, comeram bananas e bolachas e disparates foram proferidos em chorrilho!!

Bolas, digo eu, como é que adivinharam?

Se calhar o melhor é parar aqui a crónica... ou não!

Era ainda noite cerrada, quando os tapa furQs se levantaram para cumprir com o compromisso dominical. A volta desta vez teria início em Arcos de Valdevez, cabendo ao indíviduo cujo nome começa por "S" gizar o percurso.

O nosso fotógrafo Ang3lo, que tirou esta foto já com os óculos escuros colocados!

Infelizmente o nosso Serafim, por motivos de saúde da sua prole, não pôde comparecer à última da hora; felizmente nada de grave e estamos em crer que não faltará ao próximo compromisso, assim contem os votos de melhoras dos seus companheiros.

O dia marcaria a estreia de três novidades, ao nível do equipamento tapafurístico. Por um lado a estreia dos vulgarmente conhecidos SPD's por parte do Viana, o que augurava desde logo uma ou duas quedas.
Por outro a estreia de duas "cicletas", uma do nosso amigo Rui  e outra do Alone Ranger, as quais não podiam ser mais distintas, sendo a primeira uma hardtail rodado 29" da marca Specialized, e a segunda uma FS, que traduzindo do inglês será uma suspensão total, da marca KTM, mantendo-se o Alone fiel à marca.
Isto tudo porque àquela hora ainda a Troika estava a dormir e o Orçamento de Estado para 2012 ainda não fora aprovado.

Logo os companheiros os parabenizaram, tecendo os maiores elogios às máquinas, e enchendo o ego dos seus proprietários a níveis elevadíssimos.

As "ferraduras" do Viana, numas sapatilhas que até nem são da Sanjo!
   
As novas montadas e os seus orgulhosos proprietários.
"A minha é maior que a tua!" pensava o Rui.
O cafézinho matinal foi o que se seguiu, cabendo ao Ang3lo a tarefa de transportar aquela gingamoichinas vulgarmente chamada de GPS o que, sendo também uma estreia, deu no que deu, como adiante falaremos.

O percurso estava lá, gravado tal como o Serafim tinha determinado, mas uma confusão de cores
aliada a alguma pitosguice e quiçá daltonice, levou a alguns enganos... ou não. 

Logo nos primeiros quilómetros, à saída da Vila, um taxi é mandado parar pela ex Brigada de Trânsito, pois tinha um pneu furado. Sorte para o taxista pois os tapa furQs vinham logo atrás e.... uma equipa de técnicos logo iniciou os procedimentos para a troca do pneu.
Infelizmente o nosso téncico mais habilitado, o Isá, tinha feito gazeta e por outro lado o pneu sobresselente do taxi estava também ele furado o que, aliado ao facto de não estar também o Paulino (ainda em recuperação) que usa câmaras de ar para pneus de largo perfil, não tinhamos como solucionar o problema ao infortunado taxista, que ainda assim nos agradeceu a amabilidade.
O Alone, numa última tentativa, ainda tentou aceder à secção de recauchutagem da sua mochila, mas sem êxito pois o Aleixo Tábua estava em greve às horas extraordinárias.

Mas nem tudo se perdeu pois, para deleite dos demais companheiros, o Viana decide logo ali ensaiar a sua primeira queda, em pleno asfalto, caindo mais depressa e com maior estrondo que as acções do Millennium! Infelizmente não há foto, apanhou-nos desprevenidos, fica para uma próxima oportunidade!

-"Eu já assisti a um vídeo do tapa furQs onde ensinava como mudar um pneu!"
dizia o Rui.
Resignados por não podermos ajudar o sr. do taxi, que teve que chamar um reboque, seguimos em direcção a Rio de Moinhos, seguindo as indicações do Angelo, por um lado, e do Miguel, por outro, o que resultava que, a espaços, o percurso percorrido coincidisse com o gizado pelo Serafim!
Num desses "desenganos" tivémos que atravessar um "denso" eucaliptal, que foi pretexto para alguns dos participantes inovarem criando uma nova vertente do BTT, o BTTC!

Não o reconhecem mas podemos afirmar ser o amigo Moleiro, que apesar dos muitos anos de BTT
pela primeira vez experimentava esta variante agora nascida, o BTTCamuflado!

Outro dos pioneiros, o monstro das bolachas, digo, o João.

Ao centro o Ang3lo e o Viana, mais dois pioneiros.

Mas aqui já nos adiantámos, antes disso os trilhos e caminhos levarnos-iam até Prozelo, onde se procederia à pausa para o reforço alimentar, sendo que todos seguiam com especial cuidado quando perto do Rui, pois temiam ser atropelados por aquele rodado 29", sem este sequer dar conta.

-Tenho ideia de ter passado por cima de alguma coisa, mas nem sei o quê! - pensava o Rui
logo após ter atropelado um javali! 
Chegados ao cume, e enquanto se apreciava a vista e se diziam uns disparates valentes, procedia-se à reposição de líquidos e sólidos, ingerindo-se as costumeiras bananas e barras. 
Preparava-se o João para abrir o seu terceiro pacote de bolachas quando o Ang3lo o surpreende com um pacote comprado especialmente para a ocasião, das suas proferidas, o como diria a minha pequena, quando era pequena, "pofidas". Falamos claro está da "bolacha maria do Ruca"!

Até os olhos se lhe riram!
Moleiro conquista o "penedo do navio".
 Agora era a descer, coisa que nesse dia agradava especialmente a este vosso cronista, quando, a determinada altura, o Viana decide impressionar tudo e todos com mais uma fantástica habilidade: tinha desapertado os parafusos que seguravam os cleats (ou cunhas) dos sapatos durante o percurso!!!!!

Ele há cada fenómeno! Em tempos havia um que até desapertava os pedais em andamento,
mas isto não fica nada atrás! 

Apesar de todos os esforços não foi possível encontrar todos os parafusos perdidos, seguindo o Viana contente o resto do percurso, pois tinha encontrado uma boa desculpa para não ir com os pés encaixados! Será que fez de propósito?

Ora se é verdade que até aqui o GPS não nos tinha servido de muito, certo é que nos levou direitinhos à etapa seguinte: Rio de Moinhos.
Pelo caminho ainda houve tempo para o Rui cair da sua ginga! Confessou-nos no entanto que agora cair é muito melhor, pois como está no equivalente a um segundo andar, tem tempo para escolher onde e como cai! Vantagens que desconhecíamos! Mallereusement, como dizem os franceses, também não há foto de tal desiderato!

Mas voltando ao percurso, quis pois o destino, ou o Homem, que passássemos mesmo em frente à casa do sr. Augusto Barros e da Sr.ª Maria, conhecidos de outra volta domingueira. Para quem não sabe ou não se recorda, ver AQUI 

Com generosidade e simpatia nos receberam, para que pudéssemos abastecer os cantis agora vazios, mas muito mais do que isso: foi um verdadeiro banquete que, em menos de nada, nos apresentaram, deixando-nos até "sem jeito".

A srª Maria colocando os copos na mesa. Ouviste Nuno? Há copos na mesa!
Um verdadeiro festim que nos foi proporcionado!
-Com este vinho posso comer mais dois pacotes de bolachas! dizia o João.
Lamentávelmente, no intuito de se tirar uma foto com os nossos anfitriões, alguém do grupo, por acidente, fez cair um ou dois copos que se partiram aquando da formação para a dita. Enfim, são coisas que acontecem, mais uma vez pedimos desculpa pelo sucedido, cientes que estamos que de algum modo arranjaremos maneira de compensar o estrago.

Os tapa furQs e os amigos.
  
Despedidas feitas do nosso casal amigo, não sem antes o Ang3lo ter tirado fotos e medidas, qual experimentado topógrafo, a fim de melhor instruir requerimento a apresentar ao sr. presidente da junta para pavimentação do acesso à casa dos nossos anfitriões.

-Ora bem, a soma do quadrado dos catetos vezes a hipotnusa ao cubo vezes pi.....
...portanto, é só fazer as contas!
Em ritmo acelarado fizemos o regresso, e nem os becos sem saída foram obstáculo à nossa progressão.

-Boa! Esta não tem saída! Vai dar para abrir outro pacote de bolachas!
Apoveitou-se para "dar gás" nas descidas...






... até porque o Rui vinha logo atrás!!!!

O habitual debriefing foi bastante animado, tal o número de disparates proferidos...
...aproveitando ainda o Nuno para nos desvendar o seu segredo para um melhor
rendimento nas voltas: um dilatador nasal, que aplica (e aqui o segredo) numa só narina,
sendo que inspira pela direita e expira pela esquerda, fazendo assim, segundo ele, uma melhor gestão
do fluxo de ar! Impressionante!
Termina assim mais um relato da volta domingueira, que pecou apenas pela ausência de alguns companheiros, os quais  por motivos vários não puderam participar!
Para eles em especial fica o costumeiro,

Abraço tapafurístico.

Alone Ranger

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A foto de grupo.

Esta foi a foto de grupo tirada juntamente com o Sr. Augusto Barros e a D. Maria, ilustres habitantes de Rio de Moinhos, e que pela segunda vez nos receberam com a mais genuina generosidade e simpatia.

Para eles os nossos sentidos agradecimentos.
Bem hajam!

domingo, 9 de outubro de 2011

A volta domingueira: o resumo!

Hoje, como não podia deixar de ser, houve volta domingueira.
Foi repleta de novidades e acontecimentos, que oportunamente serão relatados na habitual crónica, que não se vislumbra de escrita fácil, tantos os assuntos a tratar.
Por isso mesmo, em jeito de antecipação, deixamos mais uma vez o testemunho do Nuno Barreto, que sempre nos assombra com  a sua capacidade de síntese.
Assim, à pergunta
- "Nuno, o que achaste desta volta?", o Nuno responde:




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vacariça – Pedalar é o melhor desporto…ou não!

O dia desponta com um preguiçoso raio de sol enquanto os pássaros num longo bocejo afinam gargantas para colocar a suave e melodiosa banda sonora na manhã. A tranquilidade matinal desperta em nós uma tranquilizante sensação de que tudo está bem e que a vida até pode ser bela.
Olhó Sól a aparecer por detrás do raile!

Depois deste intróito idílico vamos à realidade: 
O %$&#” do despertador começou aos gritos ainda a passarada estava a chónar. Remelentos e desorientados, os elementos disponíveis para mais uma volta domingueira tentaram enfiar os membros pelas lycras adentro sem caírem desamparados ou ficarem a personificar uma qualquer ilustração de Picasso.
A coisa não estava para grandes voltas e nada tinha sido combinado com um dos elaborados planos que nos caracteriza, e que normalmente incluem trilhos marcados em GPS, maquetas e gráficos em Power Point.
Para esta volta, aliás, nem sabíamos quem iria aparecer já que os pedidos de dispensa tinham enchido a secretaria dos serviços administrativos do grupo.
Tudo o que se sabia era que a saída estava marcada para as 7:45 em Ponte de Lima.
10 minutos depois da hora combinada chegavam os últimos resistentes do pedal ao local de encontro – tudo com cara de poucos amigos.
Ponte de Lima estava tranquila e pelos vistos a “mulher gorda a mim não me convém…” já por lá não andava (alusão á banda sonora de um qualquer dia de feiras Novas).
O café matinal é uma coisa que nos assiste.

Tomada a cafeína do costume lá decidimos embalar as viaturas de tracção animal em direcção a qualquer lado. Para onde vamos? Que dizeis por aqui? Ou se calhar por acolá? Assim ficou decidido o passeio.
Não vale a pena falar em quem faltou pois são mais que as mães, por isso referimo-nos a quem assinou o livro de ponto: O Agostinho e o Viana (co-responsáveis pelo traçado), o Filipe Araújo (que mais tarde foi responsável por contribuir para a nossa má imagem junto do publico em geral – assim o veremos adiante!) o Ang3lo, o Vitor e os nossos amigos de Ponte da Barca, os irmãos Nuno e Rui Barreto.
Inicialmente percorremos a ecovia que liga (ligará já que não está completa) Ponte de Lima a Arcos de Valdevez pela margem norte do rio Lima.
Aqui se deu o primeiro, e porventura o mais relevante, momento do dia. Tranquilamente pedalávamos pelo dito trilho e eis quando, para nossa surpresa e até mais para quem lá estava, nos deparamos com um veículo cujos ocupantes se dedicavam afincadamente a outra actividade desportiva conhecida no meio por O AMOR.
Aaaaahh o amor ao nascer do Sól junto ao rio... é definitivamente uma coisa que nos assiste!

Embaraços à parte, atrapalhações e sei lá o que mais, aqui se levantaram importantes e serias questões à volta da temática:
- 8:30 da manhã de um Domingo para praticar o amor é pegar ao serviço cedo demais, não?
- Locais onde podem a qualquer momento surgir indivíduos de lycras e interromper tão bela e nobre actividade não são, de todo, aconselháveis.
Mas mais importante do que tudo: - QUE RAIO fazemos nós tão cedo aos Domingos de manhã, de lycras vestidos, a trepar montes e a comer pó e lama, quando há coisas BEM MAIS IMPORTANTES E BELAS para se fazerem?
… Silenciosamente tentamos digerir esta questão enquanto dávamos inicio á loooooooonga subida que se seguiu.
Não foi agradável a sensação de empata f…. Eeehh…digamos…. Interrompe coitos, que nos pesava nos hydrobags. A eles … bem hajam pela prática de desportos como devem ser … ciclismo? Isso não presta para nada!!!! :)
Adiante!
Ultrapassada a questão e passados uns quilómetros, o Viana e o Agostinho, dotados de inspiração acrescida (sei lá eu porquê!), decidiram castigar-nos com uma subida que ia até ás portas do Céu – assim pareceu.
Sempre divertidos, o Rui e o Nuno tagarelavam entrando no espírito Tapafuros da coisa, conseguindo médias altas de 37 disparates por km percorrido.
Pausa para arrefecer os radiadores e debitar mais uns disparates

A meio do trajecto, onde as águias fazem os ninhos, o Filipe anuncia que está sedento.e o Agostinho anuncia ter o tanque vazio. Essa situação fez com que toda a volta fosse realizada sob a égide da hidratação constante e permanente.
O Daniel e dois sequiosos
 Valeu-nos no local o Daniel, rapaz de simpatia abundante e que prontamente nos encheu os cantis já vazios.
Apesar de cedo, o calor deste início de Outono atípico fazia com que consumíssemos agua ao mesmo ritmo que os carros americanos sugam galões de combustível. (Yeeah!)
Finalmente o cume, um local ermo, com vista privilegiada sob todo o vale do Lima na fronteira entre os concelhos de Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.
Hora da banana da Nasa, barras energéticas e frutas diversas e, acima de tudo, de descanso e um pouco de convívio.
A caminho do cume!

A pensar numa forma de convívio diferente, o Vitor preparou-nos uma surpresa, o desgraçado tinha trazido Favaios desde lá de baixo até ao cume camuflado numa garrafa de agua.
Certo é que, quando o homem tirou a garrafa da mochila, pelo aspecto parecia petróleo e até pensamos ter ouvido o Filipe dizer: "Quereis ver que ainda vão querer que eu corte mato? E a roçadora, é o Agostinho que a tem disfarçada no quadro?"
Uma garrafa com petróleo? Muito melhor FAVAIOS!!!

Nada disso, à falta do Valente, que por outros afazeres (agora que pensamos nisso ele disse que tinha outros afazeres ou que ia praticar outro desporto? – confuso!) não estava entre nós com o seu mui especial vasilhame de Favaios, o Vitor presenteia-nos com o dito líquido e um pacote de batatas fritas, já que um snack cai sempre bem. Bem-hajas Vitor, salvaste o dia, e não ligues aos invejosos que não foram mas que queriam ter ido, não estavam – azar o deles!
O Vitor explica como camuflar Favaios numa garrafa de agua.

O Nuno e o Rui a esta hora estavam deveras impressionados com a nossa capacidade de logística e só perguntavam quando vinha o leitão…calma que já lá chegaremos!

Um brinde a todos!

Mais recompostos, o pequeno grupo de heróicos e bravos ciclistas (esta expressão é só para provocar a pirraça nos faltosos!) fez-se à descida.
Acho que ainda não nos livramos do fantasma da queda do Paulino (que está quase bom por sinal!) e por isso fizemos a descida "com tranquilidade".
Tempo houve para ajudar um outro ciclista solitário e que se via a braços com um furo.  
Não precisas de nada? Está tudo controlado? - dissemos nós.
Tudo na boa! – disse ele!
E seguimos caminho.
500 metros à frente paramos numa encruzilhada a decidir por onde iríamos já que a intenção geral era chegar cedo a Ponte de Lima, eis que chega o solitário ciclista a toda a velocidade … e com o pneu furado outra vez!
Do chorrilho de vernáculo vocabulário proferido, extraímos a importância da escolha do pneu em não ser “acaçado” - fundamental.
Câmara de ar emprestada e avaria resolvida lá seguiu o companheiro das lycras para outro lado.
Mais descida veio a seguir e um anuncio por parte do Filipe: - “Fazemos um pequeno desvio e vamos ali à minha casa  pois estamos desidratados”.
Perante a nossa insistência… em ir, lá fomos. O resultado é o que se vê:

Chim Chim Filipe, muitos parabéns!


Muitos parabéns Filipe (aniversariante na semana anterior) e que contes muitos e que estejamos juntos para os contar também. Grande abraço companheiro!
Nenhum relato há a fazer da viagem até Ponte de Lima onde decidimos realizar o debriefing (a tal reunião onde só se dizem asneiradas e se hidrata um pouco).

Acho que a esta hora o Telhadinhos já deveria ser patrocinador do grupo tal é a assiduidade destes elementos nas mesas daquela superfície comercial.
E aqui sim, houve leitão, em rissóis é certo, mas que bons estavam!
Nuno mostra o "trigo" e o Viana pensa "Isso! Distrai-te com a foto e vais ver o naco que lhe faltará"

Mais um Domingo, mais uma volta. Muitos companheiros faltaram mas os que foram divertiram-se.
Abraço aos amigos Nuno e Rui Barreto e obrigado pela companhia, é sempre um prazer andar convosco.
Os irmãos Barreto e aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado
O aniversariante

A todos aquele abraço!

Saudações Tapafuristicas

Mais Fotos AQUI

domingo, 2 de outubro de 2011

V Downtown Ponte de Lima - 2011

Sábado passado realizou-se o V Downtown de Ponte de Lima, organizado pelo BaToTas - Clube de Desportos Radicais de Ponte de Lima.

Como calculam nenhum dos tapa furQs participou em evento tão radical (já não temos idade para isto e os ossos levam mais tempo a soldar!), mas sempre deu para tirar umas fotos aos participantes.


Por isso, enquanto a crónica domingueira não chega, vejam como esta rapaziada domina as "cicletas".


 


Cumprimentos tapafurísticos,
Alone Ranger