Estimados internautas, antes de vos falar de mais um percurso dos TapafurQs, quero informar-vos que eu sou um candidato a integrar este distinto clube. Devido à sua grandeza, essencialmente pela distinção dos membros que o compõe, o acesso pressupõe um conjunto de rituais (não maçónicos). Um deles é o relato de uma volta domingueira. A avaliação não será tanto pela resenha linguística (verão facilmente as diferenças se se derem ao trabalho de ler as linhas seguintes) mas sim pela quantidade de comentários feitos a esta crónica. Exigiram-me um mínimo de 333 comentários (foi-me explicado que o primeiro dos 3 é pelas vezes que eu faltei, o segundo pela quantidade de cafés ingeridos em todas as voltas que participei e o terceiro porque só os primeiros dois seria muito pouco). Assim sendo, peço-vos que façam uns comentáriozinhos, já mobilizei toda a família mas se não for a vossa participação vou estar condenado a ser um eterno candidato (onde é que eu já ouvi isto!).
Quanto à volta!..... Fantástica
Não foi das que teve maior participação, faltaram alguns TapafurÍstas mas a ausência que mais adoramos foi a do Alone (lá se foi o deferimento da minha candidatura)…..... mentira, foi a do “MILHAFRE”. Que fantástico percorrer um trilho muito heterogéneo sem ter que desmontar a ginga para tapar furos (quase parece uma contradição, desmontar para tapar!?).
Para completar a dezena de lycrosos tivemos uma novidade no grupo, mais um irmão Barreto. O Carlos.
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| Onde estão essas montanhas??? |
No trilho encontramos de tudo, largo e estreito, seco e inundado, regular e irregular, trilhado e virgem. Nada de monotonia.
O excelente percurso teve a particularidade de ter uma linha ascendente longa mas pouco inclinada e com muitos sobe e desce, claro está, mais sobe do que desce. Muito ao jeito dos que gostam do convívio.
Reunida a trupe, hora do show. Montar a ginga e vai de partir.
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| Vamos lá cambada, vamos aquecer ... |
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| - Que achas Paulino, uma anorética fica-me bem? |
Claro está, não estava nos nossos planos desmontar só ao fim de 35Km, isso é para outros artistas. Percorridos 200m toca a desmontar. É necessário aumentar a libertação de adrenalina no sangue. Sim, é verdade, ver as montanhas vergarem já contribui fortemente para isso mas …. uma ajudinha. Hora do café.
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| Finalmente Paulino, isto estava a demorar a aquecer. |
Já com o sangue a “fervilhar” lá estamos nós prontos para seguir o trilho. Antes porém, o Isá ainda resolveu ir ao ponto de partida procurar o Steven. Voltou sozinho.
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| Olhem só, este trilho é lindo ... |
Começamos logo com uns trilhos muito interessantes. Eis que quando chegados a um cruzamento, nós, acabados de sair de um trilho, encontramos a percorrer a estrada os nossos amigos do Terras do Vez e eis que alguém pronuncia em voz alta “Olha o Steven!!!”. Pois é, o nosso companheiro Steven resolveu trocar de ritmos. Trocou o “SlowFox” por um “Quickstep” ou talvez um “Foxtrot”.
É claro que esta questão dos ritmos depende do ponto de vista. Se, por um lado, em questões de pedalada, podemos facilmente metaforizar com os ritmos de dança, por outro lado, um ritmo que envolve cafeína no início, Favaios no meio e branco selecionado no final é demasiado elevado para muitos BTTistas, especialmente para jovens promessas.
Depois da habitual troca de felicitações, convites e galhardetes lá continuamos nós montanha acima. E como é apanágio do povo, “Mais vale prevenir do que remediar”, o Nuno tratou de prevenir-se financeiramente.
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| - Ainda bem que ACHEI isto aqui no monte! |
Galgados um misto de trilhos fantásticos
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| Há pois é, estes trilhos exigem muita técnica. Vejam como se faz ... |
| O que é que vocês queriam? Um moleiro precisa de água... |
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Óh Paulino, isto sim, isto é que é técnica! |
Chegamos a Caçapedro, local habitual de reposição de energias. Como habitualmente é vê-los sacar da banana e devorá-la em três tempos – descascá-la, comê-la e deitar a casca fora.
Sabia que: “2 bananas dão energia para 90 minutos de trabalho pesado”. Nós como só transportamos uma (o peso também conta) só pedalamos no máximo 45 minutos (é preciso preservar a máquina).
| - Aguardem pela segunda parte ... |
Repostas as energias com os alimentos, houve ainda quem pensasse em economizar energias mas a prevenção não foi suficiente. Aproveitamos o momento para a velha questão: “Nuno, pá, o que estás a achar da volta?”
| - ACHO que não levantei dinheiro suficiente para comprar uma destas máquinas... |
Se o destino é o mesmo que o ponto de partida, quem sobe terá obrigatoriamente que descer. E que descidas! Eu quase me atrevia a dizer “por trilhos nunca dantes navegados” (ou talvez trilhados).
O trilho inicialmente previsto não foi seguido, nem de perto. Entre Moleiro, Nuno e Ângelo, o GPS do Paulino limitou-se a registar. Se na última vez que tínhamos feito a Barca o Moleiro presenteou-nos com descidas soberbas, desta vez, os três apresentaram-nos descidas do outro mundo.
Se as primas espanholas da família Giesta tinham visitado a família Barreto numa fase de subida, contemplando o Nuno com tal gesto afetuoso e familiar
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| Momento registado da visita da prima Alair Giesta ao Nuno |
Na descida resolveram fazer uma visita ao irmão Rui. Desta feita, juntaram-se três Calçadas – Alair Calçada; Quedar Calçada e Desabar Calçada. Viesse mais uma e o Rui dar-lhes-ia com a grande bicicleta.
Claro está, quem p'los montes se atrasa depois só tem que se despachar (quase parece um provérbio), vai daí, nada de debriefing. Já não foi possível repor as reservas de glicogénio no músculo com o branco selecionado como vai sendo tradição.
| Uma dezena de ciclistas |
Mas para a semana há mais.
Entretanto não se esqueçam de comentar para eu passar a fase do “candidato”. OBRIGADO
António Galvão
Mais fotos do passeio AQUI



























































