sexta-feira, 14 de outubro de 2011

tapa furQs... ou não!

Domingo, 9 de Outubro de 2011, foi dia de mais uma volta domingueira.

Pois é, dirão vocês, e até já adivinhamos: houve furos e quedas, novidades e enganos no percurso, hidrataram-se com bebidas com teor alcoólico e acabaram no debriefing, as paisagens eram muito bonitas, comeram bananas e bolachas e disparates foram proferidos em chorrilho!!

Bolas, digo eu, como é que adivinharam?

Se calhar o melhor é parar aqui a crónica... ou não!

Era ainda noite cerrada, quando os tapa furQs se levantaram para cumprir com o compromisso dominical. A volta desta vez teria início em Arcos de Valdevez, cabendo ao indíviduo cujo nome começa por "S" gizar o percurso.

O nosso fotógrafo Ang3lo, que tirou esta foto já com os óculos escuros colocados!

Infelizmente o nosso Serafim, por motivos de saúde da sua prole, não pôde comparecer à última da hora; felizmente nada de grave e estamos em crer que não faltará ao próximo compromisso, assim contem os votos de melhoras dos seus companheiros.

O dia marcaria a estreia de três novidades, ao nível do equipamento tapafurístico. Por um lado a estreia dos vulgarmente conhecidos SPD's por parte do Viana, o que augurava desde logo uma ou duas quedas.
Por outro a estreia de duas "cicletas", uma do nosso amigo Rui  e outra do Alone Ranger, as quais não podiam ser mais distintas, sendo a primeira uma hardtail rodado 29" da marca Specialized, e a segunda uma FS, que traduzindo do inglês será uma suspensão total, da marca KTM, mantendo-se o Alone fiel à marca.
Isto tudo porque àquela hora ainda a Troika estava a dormir e o Orçamento de Estado para 2012 ainda não fora aprovado.

Logo os companheiros os parabenizaram, tecendo os maiores elogios às máquinas, e enchendo o ego dos seus proprietários a níveis elevadíssimos.

As "ferraduras" do Viana, numas sapatilhas que até nem são da Sanjo!
   
As novas montadas e os seus orgulhosos proprietários.
"A minha é maior que a tua!" pensava o Rui.
O cafézinho matinal foi o que se seguiu, cabendo ao Ang3lo a tarefa de transportar aquela gingamoichinas vulgarmente chamada de GPS o que, sendo também uma estreia, deu no que deu, como adiante falaremos.

O percurso estava lá, gravado tal como o Serafim tinha determinado, mas uma confusão de cores
aliada a alguma pitosguice e quiçá daltonice, levou a alguns enganos... ou não. 

Logo nos primeiros quilómetros, à saída da Vila, um taxi é mandado parar pela ex Brigada de Trânsito, pois tinha um pneu furado. Sorte para o taxista pois os tapa furQs vinham logo atrás e.... uma equipa de técnicos logo iniciou os procedimentos para a troca do pneu.
Infelizmente o nosso téncico mais habilitado, o Isá, tinha feito gazeta e por outro lado o pneu sobresselente do taxi estava também ele furado o que, aliado ao facto de não estar também o Paulino (ainda em recuperação) que usa câmaras de ar para pneus de largo perfil, não tinhamos como solucionar o problema ao infortunado taxista, que ainda assim nos agradeceu a amabilidade.
O Alone, numa última tentativa, ainda tentou aceder à secção de recauchutagem da sua mochila, mas sem êxito pois o Aleixo Tábua estava em greve às horas extraordinárias.

Mas nem tudo se perdeu pois, para deleite dos demais companheiros, o Viana decide logo ali ensaiar a sua primeira queda, em pleno asfalto, caindo mais depressa e com maior estrondo que as acções do Millennium! Infelizmente não há foto, apanhou-nos desprevenidos, fica para uma próxima oportunidade!

-"Eu já assisti a um vídeo do tapa furQs onde ensinava como mudar um pneu!"
dizia o Rui.
Resignados por não podermos ajudar o sr. do taxi, que teve que chamar um reboque, seguimos em direcção a Rio de Moinhos, seguindo as indicações do Angelo, por um lado, e do Miguel, por outro, o que resultava que, a espaços, o percurso percorrido coincidisse com o gizado pelo Serafim!
Num desses "desenganos" tivémos que atravessar um "denso" eucaliptal, que foi pretexto para alguns dos participantes inovarem criando uma nova vertente do BTT, o BTTC!

Não o reconhecem mas podemos afirmar ser o amigo Moleiro, que apesar dos muitos anos de BTT
pela primeira vez experimentava esta variante agora nascida, o BTTCamuflado!

Outro dos pioneiros, o monstro das bolachas, digo, o João.

Ao centro o Ang3lo e o Viana, mais dois pioneiros.

Mas aqui já nos adiantámos, antes disso os trilhos e caminhos levarnos-iam até Prozelo, onde se procederia à pausa para o reforço alimentar, sendo que todos seguiam com especial cuidado quando perto do Rui, pois temiam ser atropelados por aquele rodado 29", sem este sequer dar conta.

-Tenho ideia de ter passado por cima de alguma coisa, mas nem sei o quê! - pensava o Rui
logo após ter atropelado um javali! 
Chegados ao cume, e enquanto se apreciava a vista e se diziam uns disparates valentes, procedia-se à reposição de líquidos e sólidos, ingerindo-se as costumeiras bananas e barras. 
Preparava-se o João para abrir o seu terceiro pacote de bolachas quando o Ang3lo o surpreende com um pacote comprado especialmente para a ocasião, das suas proferidas, o como diria a minha pequena, quando era pequena, "pofidas". Falamos claro está da "bolacha maria do Ruca"!

Até os olhos se lhe riram!
Moleiro conquista o "penedo do navio".
 Agora era a descer, coisa que nesse dia agradava especialmente a este vosso cronista, quando, a determinada altura, o Viana decide impressionar tudo e todos com mais uma fantástica habilidade: tinha desapertado os parafusos que seguravam os cleats (ou cunhas) dos sapatos durante o percurso!!!!!

Ele há cada fenómeno! Em tempos havia um que até desapertava os pedais em andamento,
mas isto não fica nada atrás! 

Apesar de todos os esforços não foi possível encontrar todos os parafusos perdidos, seguindo o Viana contente o resto do percurso, pois tinha encontrado uma boa desculpa para não ir com os pés encaixados! Será que fez de propósito?

Ora se é verdade que até aqui o GPS não nos tinha servido de muito, certo é que nos levou direitinhos à etapa seguinte: Rio de Moinhos.
Pelo caminho ainda houve tempo para o Rui cair da sua ginga! Confessou-nos no entanto que agora cair é muito melhor, pois como está no equivalente a um segundo andar, tem tempo para escolher onde e como cai! Vantagens que desconhecíamos! Mallereusement, como dizem os franceses, também não há foto de tal desiderato!

Mas voltando ao percurso, quis pois o destino, ou o Homem, que passássemos mesmo em frente à casa do sr. Augusto Barros e da Sr.ª Maria, conhecidos de outra volta domingueira. Para quem não sabe ou não se recorda, ver AQUI 

Com generosidade e simpatia nos receberam, para que pudéssemos abastecer os cantis agora vazios, mas muito mais do que isso: foi um verdadeiro banquete que, em menos de nada, nos apresentaram, deixando-nos até "sem jeito".

A srª Maria colocando os copos na mesa. Ouviste Nuno? Há copos na mesa!
Um verdadeiro festim que nos foi proporcionado!
-Com este vinho posso comer mais dois pacotes de bolachas! dizia o João.
Lamentávelmente, no intuito de se tirar uma foto com os nossos anfitriões, alguém do grupo, por acidente, fez cair um ou dois copos que se partiram aquando da formação para a dita. Enfim, são coisas que acontecem, mais uma vez pedimos desculpa pelo sucedido, cientes que estamos que de algum modo arranjaremos maneira de compensar o estrago.

Os tapa furQs e os amigos.
  
Despedidas feitas do nosso casal amigo, não sem antes o Ang3lo ter tirado fotos e medidas, qual experimentado topógrafo, a fim de melhor instruir requerimento a apresentar ao sr. presidente da junta para pavimentação do acesso à casa dos nossos anfitriões.

-Ora bem, a soma do quadrado dos catetos vezes a hipotnusa ao cubo vezes pi.....
...portanto, é só fazer as contas!
Em ritmo acelarado fizemos o regresso, e nem os becos sem saída foram obstáculo à nossa progressão.

-Boa! Esta não tem saída! Vai dar para abrir outro pacote de bolachas!
Apoveitou-se para "dar gás" nas descidas...






... até porque o Rui vinha logo atrás!!!!

O habitual debriefing foi bastante animado, tal o número de disparates proferidos...
...aproveitando ainda o Nuno para nos desvendar o seu segredo para um melhor
rendimento nas voltas: um dilatador nasal, que aplica (e aqui o segredo) numa só narina,
sendo que inspira pela direita e expira pela esquerda, fazendo assim, segundo ele, uma melhor gestão
do fluxo de ar! Impressionante!
Termina assim mais um relato da volta domingueira, que pecou apenas pela ausência de alguns companheiros, os quais  por motivos vários não puderam participar!
Para eles em especial fica o costumeiro,

Abraço tapafurístico.

Alone Ranger

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A foto de grupo.

Esta foi a foto de grupo tirada juntamente com o Sr. Augusto Barros e a D. Maria, ilustres habitantes de Rio de Moinhos, e que pela segunda vez nos receberam com a mais genuina generosidade e simpatia.

Para eles os nossos sentidos agradecimentos.
Bem hajam!

domingo, 9 de outubro de 2011

A volta domingueira: o resumo!

Hoje, como não podia deixar de ser, houve volta domingueira.
Foi repleta de novidades e acontecimentos, que oportunamente serão relatados na habitual crónica, que não se vislumbra de escrita fácil, tantos os assuntos a tratar.
Por isso mesmo, em jeito de antecipação, deixamos mais uma vez o testemunho do Nuno Barreto, que sempre nos assombra com  a sua capacidade de síntese.
Assim, à pergunta
- "Nuno, o que achaste desta volta?", o Nuno responde:




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vacariça – Pedalar é o melhor desporto…ou não!

O dia desponta com um preguiçoso raio de sol enquanto os pássaros num longo bocejo afinam gargantas para colocar a suave e melodiosa banda sonora na manhã. A tranquilidade matinal desperta em nós uma tranquilizante sensação de que tudo está bem e que a vida até pode ser bela.
Olhó Sól a aparecer por detrás do raile!

Depois deste intróito idílico vamos à realidade: 
O %$&#” do despertador começou aos gritos ainda a passarada estava a chónar. Remelentos e desorientados, os elementos disponíveis para mais uma volta domingueira tentaram enfiar os membros pelas lycras adentro sem caírem desamparados ou ficarem a personificar uma qualquer ilustração de Picasso.
A coisa não estava para grandes voltas e nada tinha sido combinado com um dos elaborados planos que nos caracteriza, e que normalmente incluem trilhos marcados em GPS, maquetas e gráficos em Power Point.
Para esta volta, aliás, nem sabíamos quem iria aparecer já que os pedidos de dispensa tinham enchido a secretaria dos serviços administrativos do grupo.
Tudo o que se sabia era que a saída estava marcada para as 7:45 em Ponte de Lima.
10 minutos depois da hora combinada chegavam os últimos resistentes do pedal ao local de encontro – tudo com cara de poucos amigos.
Ponte de Lima estava tranquila e pelos vistos a “mulher gorda a mim não me convém…” já por lá não andava (alusão á banda sonora de um qualquer dia de feiras Novas).
O café matinal é uma coisa que nos assiste.

Tomada a cafeína do costume lá decidimos embalar as viaturas de tracção animal em direcção a qualquer lado. Para onde vamos? Que dizeis por aqui? Ou se calhar por acolá? Assim ficou decidido o passeio.
Não vale a pena falar em quem faltou pois são mais que as mães, por isso referimo-nos a quem assinou o livro de ponto: O Agostinho e o Viana (co-responsáveis pelo traçado), o Filipe Araújo (que mais tarde foi responsável por contribuir para a nossa má imagem junto do publico em geral – assim o veremos adiante!) o Ang3lo, o Vitor e os nossos amigos de Ponte da Barca, os irmãos Nuno e Rui Barreto.
Inicialmente percorremos a ecovia que liga (ligará já que não está completa) Ponte de Lima a Arcos de Valdevez pela margem norte do rio Lima.
Aqui se deu o primeiro, e porventura o mais relevante, momento do dia. Tranquilamente pedalávamos pelo dito trilho e eis quando, para nossa surpresa e até mais para quem lá estava, nos deparamos com um veículo cujos ocupantes se dedicavam afincadamente a outra actividade desportiva conhecida no meio por O AMOR.
Aaaaahh o amor ao nascer do Sól junto ao rio... é definitivamente uma coisa que nos assiste!

Embaraços à parte, atrapalhações e sei lá o que mais, aqui se levantaram importantes e serias questões à volta da temática:
- 8:30 da manhã de um Domingo para praticar o amor é pegar ao serviço cedo demais, não?
- Locais onde podem a qualquer momento surgir indivíduos de lycras e interromper tão bela e nobre actividade não são, de todo, aconselháveis.
Mas mais importante do que tudo: - QUE RAIO fazemos nós tão cedo aos Domingos de manhã, de lycras vestidos, a trepar montes e a comer pó e lama, quando há coisas BEM MAIS IMPORTANTES E BELAS para se fazerem?
… Silenciosamente tentamos digerir esta questão enquanto dávamos inicio á loooooooonga subida que se seguiu.
Não foi agradável a sensação de empata f…. Eeehh…digamos…. Interrompe coitos, que nos pesava nos hydrobags. A eles … bem hajam pela prática de desportos como devem ser … ciclismo? Isso não presta para nada!!!! :)
Adiante!
Ultrapassada a questão e passados uns quilómetros, o Viana e o Agostinho, dotados de inspiração acrescida (sei lá eu porquê!), decidiram castigar-nos com uma subida que ia até ás portas do Céu – assim pareceu.
Sempre divertidos, o Rui e o Nuno tagarelavam entrando no espírito Tapafuros da coisa, conseguindo médias altas de 37 disparates por km percorrido.
Pausa para arrefecer os radiadores e debitar mais uns disparates

A meio do trajecto, onde as águias fazem os ninhos, o Filipe anuncia que está sedento.e o Agostinho anuncia ter o tanque vazio. Essa situação fez com que toda a volta fosse realizada sob a égide da hidratação constante e permanente.
O Daniel e dois sequiosos
 Valeu-nos no local o Daniel, rapaz de simpatia abundante e que prontamente nos encheu os cantis já vazios.
Apesar de cedo, o calor deste início de Outono atípico fazia com que consumíssemos agua ao mesmo ritmo que os carros americanos sugam galões de combustível. (Yeeah!)
Finalmente o cume, um local ermo, com vista privilegiada sob todo o vale do Lima na fronteira entre os concelhos de Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.
Hora da banana da Nasa, barras energéticas e frutas diversas e, acima de tudo, de descanso e um pouco de convívio.
A caminho do cume!

A pensar numa forma de convívio diferente, o Vitor preparou-nos uma surpresa, o desgraçado tinha trazido Favaios desde lá de baixo até ao cume camuflado numa garrafa de agua.
Certo é que, quando o homem tirou a garrafa da mochila, pelo aspecto parecia petróleo e até pensamos ter ouvido o Filipe dizer: "Quereis ver que ainda vão querer que eu corte mato? E a roçadora, é o Agostinho que a tem disfarçada no quadro?"
Uma garrafa com petróleo? Muito melhor FAVAIOS!!!

Nada disso, à falta do Valente, que por outros afazeres (agora que pensamos nisso ele disse que tinha outros afazeres ou que ia praticar outro desporto? – confuso!) não estava entre nós com o seu mui especial vasilhame de Favaios, o Vitor presenteia-nos com o dito líquido e um pacote de batatas fritas, já que um snack cai sempre bem. Bem-hajas Vitor, salvaste o dia, e não ligues aos invejosos que não foram mas que queriam ter ido, não estavam – azar o deles!
O Vitor explica como camuflar Favaios numa garrafa de agua.

O Nuno e o Rui a esta hora estavam deveras impressionados com a nossa capacidade de logística e só perguntavam quando vinha o leitão…calma que já lá chegaremos!

Um brinde a todos!

Mais recompostos, o pequeno grupo de heróicos e bravos ciclistas (esta expressão é só para provocar a pirraça nos faltosos!) fez-se à descida.
Acho que ainda não nos livramos do fantasma da queda do Paulino (que está quase bom por sinal!) e por isso fizemos a descida "com tranquilidade".
Tempo houve para ajudar um outro ciclista solitário e que se via a braços com um furo.  
Não precisas de nada? Está tudo controlado? - dissemos nós.
Tudo na boa! – disse ele!
E seguimos caminho.
500 metros à frente paramos numa encruzilhada a decidir por onde iríamos já que a intenção geral era chegar cedo a Ponte de Lima, eis que chega o solitário ciclista a toda a velocidade … e com o pneu furado outra vez!
Do chorrilho de vernáculo vocabulário proferido, extraímos a importância da escolha do pneu em não ser “acaçado” - fundamental.
Câmara de ar emprestada e avaria resolvida lá seguiu o companheiro das lycras para outro lado.
Mais descida veio a seguir e um anuncio por parte do Filipe: - “Fazemos um pequeno desvio e vamos ali à minha casa  pois estamos desidratados”.
Perante a nossa insistência… em ir, lá fomos. O resultado é o que se vê:

Chim Chim Filipe, muitos parabéns!


Muitos parabéns Filipe (aniversariante na semana anterior) e que contes muitos e que estejamos juntos para os contar também. Grande abraço companheiro!
Nenhum relato há a fazer da viagem até Ponte de Lima onde decidimos realizar o debriefing (a tal reunião onde só se dizem asneiradas e se hidrata um pouco).

Acho que a esta hora o Telhadinhos já deveria ser patrocinador do grupo tal é a assiduidade destes elementos nas mesas daquela superfície comercial.
E aqui sim, houve leitão, em rissóis é certo, mas que bons estavam!
Nuno mostra o "trigo" e o Viana pensa "Isso! Distrai-te com a foto e vais ver o naco que lhe faltará"

Mais um Domingo, mais uma volta. Muitos companheiros faltaram mas os que foram divertiram-se.
Abraço aos amigos Nuno e Rui Barreto e obrigado pela companhia, é sempre um prazer andar convosco.
Os irmãos Barreto e aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado
O aniversariante

A todos aquele abraço!

Saudações Tapafuristicas

Mais Fotos AQUI

domingo, 2 de outubro de 2011

V Downtown Ponte de Lima - 2011

Sábado passado realizou-se o V Downtown de Ponte de Lima, organizado pelo BaToTas - Clube de Desportos Radicais de Ponte de Lima.

Como calculam nenhum dos tapa furQs participou em evento tão radical (já não temos idade para isto e os ossos levam mais tempo a soldar!), mas sempre deu para tirar umas fotos aos participantes.


Por isso, enquanto a crónica domingueira não chega, vejam como esta rapaziada domina as "cicletas".


 


Cumprimentos tapafurísticos,
Alone Ranger


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

5 Cumes – O galo de (em) Barcelos

Os TapafurQs, como não poderia deixar de ser, fizeram questão de participar na prova maior do BTT no Norte do país “Os 5 Cumes” organizado pelos Amigos da Montanha de Barcelos.
Começamos por fazer justiça dando os sinceros parabéns à organização, que brindou os cerca de 3000 ciclistas com percursos espectaculares, uma logística impressionante, e actividades para todos os acompanhantes que não sendo dados às coisas do pedal não ficaram à seca à espera do final da prova e puderam assim passar um dia divertido na bela cidade de Barcelos.
Feita a introdução vamos à crónica propriamente dita, cheia de peripécias e acontecimentos como adiante veremos.

7:00 Canta o galo!

O raio da ave cantou cedo pois teríamos de fazer 50 quilómetros para chegarmos ao local da concentração. O destino a dar a este Galo era a panela mas havia que vestir as lycras.
Os tapafurQs, de diversas proveniências, estabeleceram um plano elaborado para que se minimizasse o número de veículos automóveis a utilizar. Damos como exemplo o plano 354 que dizia: “O automóvel X leva a bicicleta 2 e 5 com os atletas A, D, E e F e o automóvel Y leva as bicicletas 3, 6,7 e 8 com o B e o D onde se encontrará no local ALPHA TANGO com o automóvel Z que leva os atletas H e I com as bicicletas 1 e 9…” estão a ver a ideia? Simples!

Agostinho e Filipe (ainda não devidamente trajado) trabalham "arduamente" nos preparativos da partida.


9:00 Depois de 28 enganos eis-nos reunidos em Barcelos

Resumidamente estavam presentes: o Valente, o Viana, o Miguel, o Paulino, o Serafim, o Isá, o Angelo e o Agostinho mais os nossos amigos Victor, João Pedro e Filipe Ramos. Estes últimos, não sendo (ainda) membros de pleno direito do clube, ostentariam orgulhosamente camisolas tapafurQs cedidas pelos outros elementos para que o processo de integração dos mesmos, neste belo e esplendoroso grupo, prosseguisse os trâmites legais (ponto 4 dos estatutos não escritos que diz claramente: “ Aaaah e tal, não sei o quê e não obstante”).
Com ritmos diferentes, e sendo uma prova onde o cuidado para não levarmos com um “pró” em cima ansioso por conseguir ganhar uns admiráveis segundos em relação ao 237º colocado, combinamos que, assim que a coisa rolasse, cada qual tomaria o seu andamento, mas à partida estaríamos todos juntos para que a festa fosse mais animada.
Tal não foi possível de todo por vários motivos:
 - O Paulino tinha seguido sozinho para Barcelos pelo que quando chegou ao local da partida depressa foi ensanduichado por 315 tipos de lycras desaparecendo na multidão.
-  Os restantes elementos ficaram a tratar da bicicleta XPTO+ do Valente uma KTM de suspensão total emprestada já que a dele estava no estaleiro, mas que veio com um pneu traçado pelo que foi necessário trocar as borrachas (Ver tutorial no post anterior). Nota para a diversão causada pelo Valente que a braços com tanto botão no tablier da bicicleta por diversas vezes engatou a marcha-atrás causando pânico entre os presentes.
- Quando passamos o ponto de controlo para a partida depressa o Miguel foi avançando na multidão não se apercebendo que levava a rasto 37 ciclistas e o Serafim que aproveitou a condição anoréctica da sua montada para ir passando nos centímetros disponíveis entre os presentes.
- Os restantes deslumbrados por nunca se virem noutra, acamparam no primeiro lugar disponível.

"Dá cá um pneu pois com este perfil na roda só posso andar sobre carris"

O Vitor pergunta a Agostinho se ataca logo de inicio enquanto o João Pedro ainda sorria na expectativa de no reforço serem distribuidos pacotes de bolachas.

Ang3lo e Viana a rirem pois não desconfiavam dos Kms que os esperavam

Lá á frente estão o Paulino o Miguel e o Serafim - Onde estão os Wally's?

Filipe apreensivo, Valente em atitude séria e Isá bem disposto. Atrás dois gajos inconscientes!



9:30 Tudo a dar ao pedal.. ou não!

O speaker de serviço num entusiasmo que só ele tinha, gritou qualquer coisa que fez avançar os lycrosos da linha da frente, mas no local de onde este cronista se encontrava ninguém montava as biclas. Mais, foram precisos 6 minutos para que tal acontecesse. Pergunto eu: como poderíamos chegar entre os primeiros se logo à partida estamos 6 minutos atrasados? Havia que tomar medidas mais enérgicas e determinadas.

Um fotografo apanhou o Miguel na partida.


9:32 2ª partida

O arranque apoteótico e caótico tinha acontecido mas os TapafurQs estavam descontentes, 6 minutos atrasados? Começava a haver um grande desconforto no seio do grupo. Reunidos de emergência nos primeiros metros da prova, decidimos ir ao ataque, mas para isso era necessário um café!
100 metros depois do arranque já desmontávamos à porta de um café simpático com umas senhoras (perdão, meninas!) não menos simpáticas que nos serviram uma deliciosa e retemperadora beberagem cheia de cafeína.
Ala que se faz tarde e temos que atacar, e por isso partimos…pela 2ª vez!

9:50 Já vamos na frente!

Os tapafurQs (a maioria deles já que o Agostinho perdeu-se logo ao inicio e coitado já ia a meio do pelotão, e do Serafim, do Miguel e do Paulino dos quais não tínhamos noticias da cabeça do pelotão) atacavam a bom ritmo e as ultrapassagens sucediam-se de forma vertiginosa.
De repente o João Pedro, que se esquecera das bolachas em casa e que portanto não tinha a pujança habitual, exclama a alto e bom som: “Conseguimos apanha-lo e vamos para a frente!”
O esforço foi recompensado e finalmente colocamo-nos na frente... do carro vassoura, para o efeito um jipe dos bombeiros de Barcelinhos cujos ocupantes, muito admirados pela nossa presença, nos inquiriam se ainda havia mais para trás ao que prontamente respondemos: viemos à velocidade da luz mas havia outros mais lentos entre os carros. A expressão do bombeiro ficou com ele para trás…
Já depois de apanharmos o carro vassoura JP já só pensa em...bola.. não é bolachas, são bolas de berlim!

10:00 Não se vêm as placas mas o que interessa é seguir a manada

A esta hora o grupo dos TapafurQs estava ordenado pela seguinte forma: Entre os primeiros 500 o Paulino, no grupo dos 1000 estavam o Serafim e o Agostinho, dos 100 aos 2000 o Miguel e nos restantes estávamos nós os da cafeína.
O primeiro cume não era complicado mas o número de ciclistas a percorrer os trilhos dificultava as estratégias de abordagem das subidas. O lema era: vai pedalando até embateres num ciclista apeado e depois exclama ofegante com cara de aborrecido: “Se não fosse esta paragem subia tudo seguido”.
Quase no cume do 1º…aaah cume(!), o milhafre que nos persegue ataca: uma pedra de 4 toneladas (um bocado exagerado mas dramaticamente mais forte) embate violentamente na roda pedaleira do Isá e um dente (da pedaleira) ficou torto. Valeu uma marreta de alguém da organização para pôr o Isá a pedalar novamente.
O pior vinha já a seguir.

10:45 O Galo do Paulino e “a coisa podia ter sido feia”

Nem 100 metros percorridos do 1º controlo e dois bombeiros ocupavam quase todo o caminho. Pior foi a visão de 2 ciclistas com a camisola tapafurQs com cara de preocupação junto dos soldados da paz. Para pintar de negro a cena quando paramos vimos o nosso amigo Paulino semi-sentado no chão, agarrado ao ombro e com um ar francamente queixoso.
Não podia ter sido obra do milhafre pois ele não se atreve a tornar as coisas tão sérias e os cuidados que o nosso colega necessitava fez com que no seio do grupo, a prova deixasse de ter qualquer importância. A queda foi violenta e a preocupação grande com as suspeitas de fractura da clavícula e quiçá costelas. Palavras de homenagem à organização e principalmente aos bombeiros que apesar do local onde ocorreu o acidente não demoraram assim tanto tempo a prestar os primeiros socorros.
Aguardamos pela chegada da ambulância (um jipe – único veiculo com acesso ao local) e vimos o nosso amigo ser exemplarmente imobilizado e colocado numa maca para o transportar ao hospital.
Fica já a conclusão do acidente pois a prova continuou para alguns de nós: O Paulino não partiu nada, apenas deslocou o ombro que deve ter voltado ao sítio com os solavancos que levou na interminável descida do local onde estava até à estrada. Está dorido mas não vencido e contamos com ele para breve – MELHORAS COMPANHEIRO.
Havia que decidir (e a sério) o que fazer, e por questões de logística, 2 elementos abandonariam a prova mais cedo para acompanharem o nosso colega ferido. Iríamos todos até ao reforço e dali o Miguel e o Serafim arrancariam pela estrada nacional até Barcelos.
Assim foi decidido pois os bombeiros ainda teriam de prestar assistência a outro ciclista vítima de queda (a cerca de 100 metros do Paulino) e previa-se que a questão demorasse o seu tempo a ter o devido andamento.
O Paulino, de entre as dores que o acometiam ia dizendo ao resto do pessoal: “Eu estou bem e não há necessidade de irdes para o hospital por isso continuai.” – Grande!

Assim o fizemos.
E o Agostinho? Esse disparava que nem uma bala lá na frente.


11:30 Ora bolas, muitas bolas!!!

Chegados à Zona de reabastecimento já o grupo dos TapafurQs estava mais tranquilo em relação ao colega acidentado. Diversos telefonemas para o interior do veículo de emergência deram-nos conta que ainda estava no meio do monte e mais confortável em relação à dor pelo que podíamos voltar a relaxar um pouco.
E foi aqui, ou como diria o Professor José Hermano Saraiva: “E foi aqui meus amigos, que as bolas rolaram com as hordas de guerreiros das lycras esfomeados que brutalmente ocuparam o local”.
As bolas de Berlim com que os Amigos da Montanha nos presentearam foram sublimes e que o diga o João Pedro que quase apanha uma overdose da iguaria. Pena foi que nos controlos seguintes não controlassem os bolsos, ou o rapaz teria de explicar que na realidade a camisola tinha dispensas de armazenamento.
Depois de comidos, bebidos e de uma paragem na oficina campal lá montada para arranjarmos o dente da pedaleira do Isá (perante a insistência do Serafim em arrancar o dito dente), o grupo reduziu-se com a ida directa para Barcelos dos já mencionados Miguel e Serafim. Pela abnegação dos mesmos, o abraço agradecido dos restantes TapafurQs.

Aqui falávamos com o Paulino ainda no jipe (ambulância disfarçada mas com luzinhas e tudo) no meio do monte

Serafim e Viana a pensarem em bater no fotografo que não os deixava ir buscar mais bolas de berlim

Esta é dedicada ao Paulino que devia estar ali!

O mecânico faz road service numa espécie de bike assistence (em Inglês as coisas sem jeito nenhum tem mais pinta)


13:10 Em conta gotas lá vão chegando

Depois do reforço foi zimbrar até à meta (devagarinho ou o que pensam? aquilo é duro!).
Trilhos espectaculares, subidinhas manhosas e descidas rápidas (sempre com o travão a funcionar já que o exemplo do que pode correr mal bateu-nos à porta).
Um a um todos foram chegando à meta, com ares de carvoeiros ferroviários, os elementos dos TapafurQs.
Por esta hora já o Agostinho nos aguardava com notícias do Paulino que ainda se encontrava no hospital a fazer raio X.
O banho foi outra aventura, mas com tanto pessoal a querer dar brilho aos cromados achamos que até nem esteve mal, e até havia agua quente!!!
Já à civil, alegremente nos reunimos com o Paulino que com boas novas nos anunciou que nada estava partido mas que a coça tinha sido valente (eu disse coça valente não coça do Valente).

16:15 Favaios é a bebida, Francesinha é a comida

Foi apenas a esta hora que todos os participantes nos 5 cumes (menos Paulino e Miguel que o levou para casa) se reuniram para o debriefing, que é como quem diz, de copo na mão a soltar disparates para a atmosfera.
Como habitualmente imensas barbaridades ali foram “lauferadas” e até um novo projecto lá foi lançado, a ver vamos se com pernas para andar.
Hora de atacar as francesinhas num restaurante na Correlhã – Ponte de Lima que serviu para retemperarmos energias perdidas.
No final o que sobrou foi a satisfação: que bela prova, que grande organização e que estupenda camaradagem nos TapafurQs. – Assim vale a pena!
Em relação ao nosso lesionado aplicamos a velha máxima “tudo está bem quando acaba bem” e felizmente o grande Paulino está bem!

Quem pensará um dia por destas coisas nos reforços das provas? Isso é que era!!!!

Vitor a ler o jornal desportivo, JP a pensar na comida e Serafim a por ordem no rapaz.

Angelo e Filipe em comunhão de pensamento: "Agora era menos conversa e mais comida"

Isá explica como se ataca uma francesinha (a da foto acima atenção)

Valente olha na expectativa de ver surgir a sua francesinha e Viana brinda a isso mesmo.

Ao final, o Isá mostra como foi o dia: ALTAMENTE!

Por isso abraços tapafurísticos e …fiquem bem! :)
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mudar um pneu em caso de furo: o tutorial possível!



Coisa costumeira nas nossas voltas domingueiras, mesmo com a abundância de líquidos selantes, é ter um ou dois furos (isto se o nosso colega Filipe Ramos faltar, caso contrário a média sobe drásticamente).
Dizemos nós, quando isso acontece, que fomos atacados pelo milhafre!
Inclusive durante esta última Maratona BTT 5 cumes, furos foi coisa que abundou, e alguns dos "atletas" não estavam minimamente preparados, quer em termos de equipamento, quer em termos de "know how", para lidar com o problema.

Assim, o tapa furQs BTT Clube, em jeito de serviço público, publica de seguida um pequeno tutorial em vídeo sobre a temática em causa.


Estamos certos que, a partir de agora, medo de furos é um acena que já não vos assiste!

Cumps tapafurísticos,

Alone Ranger

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

5 Cumes - A FOTO

Em homenagem ao nosso companheiro Paulino, que não pôde terminar a maratona 5 Cumes de ontem devido a uma queda, felizmente sem consequências físicas de maior, aqui fica uma foto dos restantes companheiros tapa furQs.

Não, não fomos naquela carrinha branca, foi mesmo a pedalar!
As bicicletas estavam encostadas, ok?
Grande abraço Paulino!

Oportunamente será postada uma crónica alusiva ao evento, em jeito de rescaldo!

Cumps tapafurísticos,

Alone Ranger

sábado, 24 de setembro de 2011

5 Cumes Maratona de BTT - Amanhã!

Amanhã terá lugar a Maratona BTT 5 Cumes com cerca de 3000 atletas inscritos.

O tapa furQs BTT Clube marcará presença pelo segundo ano consecutivo e deseja à organização e a todos os participantes votos de felicidades e muita diversão.

Já agora, se passarem pelo dorsal abaixo, digam qualquer coisa... :-D


2051, um número que figurará nos 3000 primeiros!!

Até amanhã!

Alone Ranger