sábado, 5 de novembro de 2011

Rio Frio ou Up Up and away!

Quarta feira 26 de Outubro 4:30 da manhã
O computador assinala a chegada de mais uma mensagem no correio privado do agente SG.
Com um clic a mensagem abre-se no monitor à frente.
Tudo ok mano, a anoréctica chegou, podemos partir para o plano PASSEIO.
Ass. Agente AG.”
O agente SG esboçou um sorriso e teclou rapidamente a resposta numa mensagem encriptada: “Percebido, plano PASSEIO em execução.”
Numa nova janela é enviada uma mensagem para um grupo de destinatários intitulada: Meus amigos, já desenhei o passeio para Domingo.

Domingo, 30 de Outubro de 2011
AAAAAAH Domingo! Dia de reunião Tapafurense, ou Tapafureira, como preferirem, e é sempre com alegria que arejamos as lycras e pomos as bicicletas no exterior.
O encontro estava marcado para as 7:30 em Arcos de Valdevez com a novidade de estrearmos uma nova sede temporária (dura o tempo do café matinal), a saber a pastelaria Doce Lima 2 na saída de AVV para Paredes de Coura.
Reunião dos ciclistas
Sérgio Moreira estreia-se com os TapafurQs
Para a volta Domingueira do passado dia 30 de Outubro estiveram presentes os TapafurQs Ângelo, Isá, Valente, Viana, Agostinho, Paulino e Serafim. Veio também um amigo que finalmente se junta a nós o Sérgio Moreira (ele até é um excelente mecânico de bicicletas e dá muito jeito ter sempre um por perto!) mais os manos Nuno e Rui Barreto e os cunhados Filipe Soares e Nuno Gomes.

Steven descontraído e Nuno a prever que a coisa não iria ser fácil!
Uma presença que muito nos agradou pois há algum tempo se desviava por outras voltas foi a do Steven, que brilhantemente conseguiu um 2º lugar no campeonato regional da modalidade, ao jovem amigo os nossos sinceros parabéns pelo brilhante desempenho e bem-vindo de novo ao convívio dos  Tapafuros.
Destacamos ainda para a presença do António Galvão, que entusiasmado com a possibilidade de ter uma bela companhia (nós mesmos) para as manhãs de Domingo enquanto pratica BTT, se reequipou com uma bela duma carbónica, de peso ultra ligeiro, e fazia recear os membros mais constipados em espirrar perto da bicicleta já que era real  o perigo de ela ir parar ao outro lado da estrada com a força do espirro.
 
É carbónica, pesa -2 Kg, mas é linda, Parabéns António que a gozes bem!
Pensamos mesmo que existem balões de hélio que pesam bem mais do que a nova aquisição do António.
Os anfitriões Paulino e Serafim abririam a caravana, que serpenteando monte acima depressa se colocou perto do monte do castelo.
Desviados da rota que nos levaria à capela, enveredamos então por caminhos que só poderiam ser feitos apeados.
Escusado será dizer que os carbónicos irmãos Serafim e António se riram a bom rir de toda a gente já que seguravam com uma mão as suas montadas como se de uma nata se tratasse.
Enquanto isso, outros havia que se arrastavam com autênticos sacos de cimento às costas enquanto tentavam progredir no terreno e espreitavam desconfiados para os caçadores que se espalhavam pelo monte em locais estratégicos.
Andar de bicicleta (ou a pé) só de capacete, se fores com um disfarce de coelho, nestes montes, levas com chumbo!
O Viana terá mesmo dito que se o seu nome fosse a Coelho iria para trás…
Já nesta fase estava confirmada a clara subida de forma do Valente que, qual Zundapp Z3, trepava monte acima sem necessitar de embraiar duas ou três vezes para aguentar as rotações.
Valente a andar a umas boas centenas de metros à hora!
Também o Filipe Soares e o Nuno Gomes demonstravam estar a subir de forma o que augura ritmos mais elevados para o grupo.
Curiosamente, os suspensórios emprestados, Agostinho e Paulino demonstravam alguma insegurança, não sabemos por estarem com receio de estragar material alheio, se por estarem apenas naquela altura do mês.
Paulino e Agostinho: a meio gás!
Os big wheel Rui Barreto e Sérgio Moreira (com duas specialized roda 29 iguais) iam tranquilamente ultrapassando obstáculos, olhando de quando em vez, para baixo não fosse estar algum dos outros colegas esmagado entre os raios, e provocar assim mais arrasto.
Simultaneamente, numa conversa informal efectuada em andamento, que transcrevemos, perguntei ao Nuno Barreto porque motivo ia sempre a olhar para o relógio:
AngeloArrrf arrrf (onomatopeia para a falta de ar) Nuno? Arrf arrrf COF (tosse) Porque olhas sempre para o arrrrf relógio? Tens pressa? COF!
NunoTenho encontro com as minhas primas espanholas Alaír!
AngeloCof ALAÍR? Arrrf arrrf Que nome estranho, devem ser Andaluzes! COF!

Não foram necessários muitos quilómetros para o primeiro encontro e, para espanto meu, ali estava ela, a prima espanhola do Nuno, a espantosa Alaír ás URTIGAS!!! – Só não percebemos porque se sentou em cima dela, mas deve ser coisa de Espanhóis sei lá eu!

Nuno e a sua prima Alaír URTIGA - Levanta-te rapaz!
Despedidas feitas lá seguiu a longa caravana para as primeiras descidas do dia.
Pelos montes e vales ecoou o grito de guerra do Isá e que significa normalmente momentos de algum pânico para o desgraçado do ciclista que segue à sua frente: BAAANNNNZAAAAAAI!
A grande velocidade lá seguiu o entusiasmado elemento trilho abaixo. Por pouco que o grito não era alterado para um KAMIIIIIIKAZZEEEE! Mas o animado ciclista controlou bem a situação.
Pior foi a seguir, já que o Nuno decide fazer outra paragem para cumprimentar a outra prima espanhola, desta feita a Alaír ao CODEÇO.
Encontro de tal forma emotivo que o rapaz atira-se para o chão abraçando a dita Codeço e ZÁÁÁS! Trambolhão a merecer nota 6.7 na parte técnica e 9.8 na artística.
Satisfeito ficou o rapaz por a sua bicicleta cair em cima dele e evitar, dessa forma, arranhões no quadro ou na suspensão.
Metros mais abaixo, era tempo de cuidar do ferido.
Ângelo, munido da sua bata “INEM – Divisão das cicletas”, tratou das operações graças ao kit primeiro socorros que prudentemente o Rui Barreto lhe tinha pedido para transportar na mochila, logo ao inicio da volta.
Completamente equipado este elemento do "INEM - divisão das cicletas", prepara-se para actuar!
Com um garrote bem apertado no pescoço para não saísse sangue pela perna, o Nuno demonstrava dificuldade em respirar o que fazia desconfiar de uma situação mais grave. - falta de ar. Limpou-se a ferida (com água já que o Favaios tem álcool mas é caro!) e deu-se uma palmada nas costas ao queixoso e ala, vamos continuar que o homem cai mas não verga, luta mas não desiste, sofre mas não se queixa e para finalizar, já vais ter que ouvir quando chegares a casa (não é Vitor… e Paulino… e Angelo… e Isá…. e Zé Duarte? – Lembram-se  do rescaldo das vossas quedas? Hehehe!).

O elemento em momento Lua Vermelha

Verdadeiro curativo à TAPAFUROS! :)
Reparem que bem ficou o corte na camisola que até parece ser de manga curta!!!
De novo reagrupados seguimos por alcatrão até Rio Frio onde decorria a missa Dominical.
Ainda houve a tentação de entrarmos e de assistirmos à homilia, mas ficamo-nos pela mui tradicional foto de grupo na escadaria da Igreja.
Humm! Uma missinha não vos fazia mal nenhum!

Seguimos caminho por trilhos e estradões e eis que o Valente, que tinha passado a semana a receber dicas do Filipe Ramos sobre “como escolher as suas câmaras-de-ar com gel fixante forte e extra forte para um efeito realmente molhado”, fura pela enésima vez nas duas últimas voltas.
Não fosse o kit de primeiros socorros conter um Lexotan e o Valente sairia disparado atrás do milhafre para lhe calar o pio de vez.
Isá e Sérgio demonstram dominar a técnica da força e a força da técnica de mudar um pneu.
Com o nosso especialista Isá e o mecânico Sérgio a porem mãos à obra depressa se resolveu a questão e aqui mesmo foi feito o pic-nic do grupo.
Num momento raro, todos tiveram a oportunidade de assistir ao ensaio do lançamento de banana da NASA para a estratosfera inferior, conforme documenta a imagem:
No canto superior direito o pedaço de banana rumo às altas camadas da atmosfera.
Seguimos viagem até chegarmos a um cruzamento que indicava “Travassos”, e o Serafim (que muito bem esteve a multiplicar-se nas presenças nos desvios, juntamente com o Paulino, para que ninguém se perdesse) indicava que iríamos subir um bocadinho.
Vamos falar de conceitos relativos… ou não. Por exemplo: um bocadinho da distância de percurso da manete do travão serão uns quantos milímetros, um bocadinho dos caminhos a subir para o Serafim serão uns quantos quilómetros!!!! Portanto, um bocadinho a subir….adiante!
Já juntos a um cruzeiro, tempo para uma foto de grupo e dar algum descanso às pernas que já acusavam o acumulado efectuado.
Olha o passarinho! Epá então uns olham para aqui e outros não? Estão a olhar para onde?
Ahhh mais ou menos para aqui! Quê? Já tinha ido o Favaios todo, não?
Foi aqui que surpreendentemente se ouviu por entre o vento o termo agente SG, mas que raio? Olhei em volta mas todos sorriam descontraidamente… ou não!
Vamos subir mais um bocadinho – anuncia novamente o Serafim. O ausente João Pedro fez sentir a sua falta neste preciso momento: deveria ter lá estado para o seu característico O QUEEEEEEE? E talvez o Serafim desistisse… mas o rapaz não estava lá (malditas empresas de distribuição de bolachas e mais os seus atrasos) e assim subimos…outra vez!
O último troço foi mesmo feito apeados, já que nos assiste dar uma de pedestres de vez em quando.
Mais trilhos e caminhos fantásticos e desta vez a descer finalmente!
Não tardou a que o Milhafre, esse vil personagem que nos atazana a vida e que já nesta volta tinha agarrado o Nuno, voltou a fazer das suas: O Viana olhou para o lado e o dito cujo manda-o ao chão. Foi coisa pouca, tecnicamente fraquinho, com certa beleza artística e sem grandes consequências.
Momento Lua Vermelha para o Viana. Sempre combina com as meias, se fosse de sangue azul estragava tudo!
Sequiosos e com a necessidade de mais um momento INEM, paramos junto do tanque da Dona Rosa que de nabo na mão simpaticamente nos ofereceu agua fresquinha do seu poço e até mesmo uma pinguinha - a qual gentilmente recusamos - se eles caem sóbrios imaginem com verde caseiro no sistema!
Bendita senhora que nos permitiu encher os cantis vazios e molhar os lábios secos, pois a subida tinha desidratado o grupo e não houvera possibilidade de reposição de líquidos.
Sra Dona Rosa e seu magnifico nabo, um beijinho para ela e bem haja pela generosidade!

Curativos feitos e sede saciada, seguimos para uma série de descidas e trilhos lindíssimos que merecem sem dúvida outra visita (e mais exclusiva).
Lugares espectaculares a revisitar, sem duvida.
Foi já no miradouro da Coutrina – S. Mamede na freguesia de Senharei que fizemos a ultima paragem digna desse nome, apreciar as vistas, tirar mais umas fotos e retemperar as pernas para o esforço final.
No miradouro mais uma foto do grupo...ou não. Uns ficaram mais abaixo!
Sempre em alcatrão lá regressamos a Arcos de Valdevez sem direito a debriefing mas com a satisfação de uma bela e dura volta bem planeada e executada pelo Serafim e pelo Paulino, a eles os parabéns!
Sprint final para os que ainda tinham pernas e toca a despedir do pessoal, para o próximo Domingo há mais, e mais cedo ou mais tarde terão noticias da nova volta.
Mais fotos AQUI
Fiquem bem.

Abraços Tapafurísticos.
Ang3lo


Quarta feira 02 de Novembro 4:30 da manhã
O computador assinala a chegada de mais uma mensagem no correio privado do agente SG.
Com um clic a mensagem abre-se no monitor à frente.
Tudo ok mano, plano PASSEIO correu na perfeição.
Ass. Agente AG.”
O agente SG esboçou um sorriso e teclou rapidamente a resposta numa mensagem encriptada: “Nem desconfiaram.”
O Computador é desligado e uma pasta com o carimbo TOP SECRET é fechada. Na capa pode ler-se plano P.A.S.S.E.I.O. – Percurso pra's Anorécticas com Subidas Sensacionais onde Eles Irão Ofegar.
O agente SG ri-se malvadamente e a luz apaga-se…

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tracks GPS



Este é o track da última volta, que pode ser obtido AQUI: Arcos de Valdevez - Rio Frio

O percurso idealizado pelo Barca Bikers TT e outros percursos podem ser obtidos AQUI: Tracks GPS

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O que achaste então da última volta, Nuno?

Qual professor Marcelo ao domingo, o nosso Nuno Barreto faz a síntese da volta domingueira como nínguém.
Vejamos então o que o Nuno "achou" da última volta:


Como podem reparar, incidentes ocorreram durante a volta, que oportunamente serão tratados na crónica domingueira.

Até lá,
abraços tapafurísticos

A. Power Ranger

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os tapa furQs, os Barca Bikers e... o RESCALDO

Mais uma volta domingueira que se cumpriu no passado dia 23.
A expectativa era grande pois a organização desta volta, que teria início em Ponte da Barca, estava a cargo do amigo Moleiro e demais membros do Barca Bikers TT, uma malta à maneira com quem já tivémos o privilégio de pedalar.
Compareceram também outros amigos de amigos, eles que me desculpem pois não fixei os nomes, apenas do António, por ser irmão do Serafim:

O António em grande forma, na sua ex-bicicleta??? :)

Uma estreia na nossa companhia para estes três elementos.
Malta "à maneira", digo eu.
Saudávamos especialmente o regresso do Paulino à nossa companhia, ele que esteve ausente algumas voltas por força da queda nos 5 Cumes.
O Paulino regressou, mas a sua ginga continua em reparação.
Aqui com a KTM do Ang3lo, que mais uma vez faz jus à sua generosidade.
O ditado diz que o que se monta não se empresta, mas neste caso a excepção justifica-se.
Mas a volta começou antes, e bem cedo. Ainda o dia despontava e já a rapaziada das lycras se juntava e iniciava os procedimentos para seguir rumo aos trilhos.
Aos elementos dos dois clubes juntavam-se ainda alguns amigos, totalizando o grupo 19 elementos, que depressa se reduziu a 18 (ainda assim um record de participações), pois uma baixa de vulto ocorreu logo à partida: o cepo da roda traseira da ginga do Agostinho gripou (talvez pela mudança do tempo) e mesmo os mecânicos de serviço não encontraram solução para o problema, levando à sua desistência prematura. Tão desnorteado ficou que ainda chamou Paulino ao Serafim, ele que normalmente o trata por Sílvio.

O Agostinho só conseguiu cumprir a primeira etapa, ou seja, da partida até ao café.
Não havia mesmo solução, e o abandono foi inevitável, infelizmente.
Tantos eram os ciclistas, que mais de 40 se alinharam para nos ver passar:

Mais de 40, contei-as eu.
A primeira paragem seguiu-se logo de imediato, para a costumeira toma de café, e ala que se faz tarde, porque a chuva ameaçava não tardar.
Muito animados, percorremos os primeiros quilómetros a bom ritmo, sempre com o grupo coeso e a preocupação constante da "organização" de não deixar ninguém para trás, tarefa que sempre foi cumprida na perfeição como habitual.

Lula na frente do numeroso pelotão.
Sauda-se também o regresso do Serafim, que esteve ausente por motivos de força maior.
A "anorética" até voava por cima das pedras!!
O Ang3lo no entanto mostrava alguma dificuldade no percurso, talvez por se ter esquecido
de tirar os óculos de_ver_ao_perto, ele que confessa ser um bocado "pitosga".
Sim, porque talvez poucos saibam pois estão acostumados a vê-lo de lycras vestido, mas quando à civil todos o reconhecem:

Exactamente, o Mr. Magoo.
A espaços havia lugar a pequenas paragens para reagrupar, onde se aproveitava para estabelecer diálogo:

Paulino: - Digo-te Serafim, agora que experimentei a KTM... é realmente superior!!!
Serafim: - Eu também já desconfiava!!! Se calhar desmonto e deixas-me experimentar??

Agora era quase sempre a subir até Caçapedro, freguesia de Azias, pois o Moleiro não queria que tivéssemos frio. Apre que a subida não acabava!!

No final da subida o Nuno reflectia sobre "o que estava a achar da volta" enquanto o João
rangia os dentes por ter as bolachas por baixo do impermeável, e logo de difícil acesso e sujeitas às humidades.
E o Zé?! Esse queria era sair daquele filme!!
Chegados então a Caçapedro, hora de tirar a foto de grupo:

Primeiro alinham-se os atletas...

...e tira-se a foto de grupo.
Devido ao elevado número de elementos, o Ang3lo colocou a máquina na freguesia vizinha,
com receio de de não conseguir enquadrar todos os ciclistas!!
Dali paragem num café local, para repor níveis de cafeína para alguns...

Enquanto isso o Angelo tentava dar ânimo à sua bicicleta, a única que teimava em manter-se deitada,
ao contrário das demais: - Vá lá amiga, não me deixes ficar mal!! Quem disse que a KTM é melhor?! Tu é que és!!
O Moleiro, o nosso guia, tinha ainda uma surpresa na manga,

Qual Quim Barreiros, qual quê! O Moleiro, além de BTTista de nomeada, é também um músico!!...
...basta vê-lo a beber favaios!!
O Lula entretanto ouvia do Ang3lo a explicação sobre a diferença das bananas convencionais
daquelas importadas da Nasa, enquanto o João não cabia em si de contente, pois tinha inventado
uma forma de carregar a mochila de maneira a mais facilmente chegar aos pacotes de bolachas.
E aqui termina a primeira parte da volta, onde tudo correu "sobre rodas".
Depois de "botarmos abaixo" um golinho de Favaios, reiniciamos a volta, numa altura em que a chuva começava a cair e o vento ameçava soprar forte.

Após algums quilómetros o Milhafre, esse bandido que não nos incomodou na volta anterior, apanhou-nos de surpresa e atacou a bike do Zé, que furou.
Onde é que eu já vi um impermeável parecido com este?
(Ao fundo os técnicos de volta do furo!)
Enquanto isso o Moleiro mostrava à malta como se desce numa pendente de 45º.
- Isto numa KTM então é que era! Até de olhos fechados! - dizia ele.
De volta ao trilhos, com o Ang3lo mais uma vez em dificuldades em manter-se na rota certa.
Pois então o Milhafre volta a atacar, e adivinhem quem? O Zé novamente! Até parece que o Filipe Matos lhe emprestou os livros!

Enquanto alguns ajudavam o Zé, outros esperavam numa zona vítima de um recente incêndio.
Tão recente que nalgumas zonas havia ainda sinais de reacendimento, ao que...
... o Ang3lo, embuído do seu espírito de soldado da paz, encarregou-se ele mesmo
de proceder ao terminus do RESCALDO.
Nota: Para aqueles que pensavam que aqui surgiria uma piada envolvendo mangueiras e tal,
enganam-se, que isto é um blog familiar.
As subidas tinham terminado, horas de enfrentar as descidas, uma delas bem dura e longa, ladeada de tojo, com os seus espinhos que teimavam em espetar-nos os dedos.
O Milhafre, cada vez mais atrevido, ainda voltou a atacar.
Desta feita a vítima foi este vosso cronista, que há mais de um ano que não sabia o que era um furo, e que desta vez furou logo os dois pneus.

O Vitor, que já tinha visto o video tapa furQs sobre como mudar uma câmara-de-ar
15 vezes, logo se ofereceu para ajudar o Alone Ranger.
O Milhafre é que não gostou, como veremos!!
O Milhafre, por vingança, resolveu então atacar não os pneus das bicicletas, mas o próprio Vitor!
Sucede que já em plena estrada nacional, junto à barragem do Touvedo, o Vitor caiu quando seguia junto ao Paulino, queda que além de aparatosa teve conseqências físicas, nomeadamente na face deste nosso amigo! Felizmente trazia o capacete, tal como todos os demais, pois é um acessório que ninguém dispensa; de contrário as consequências poderiam ser bem mais gravosas!
A explicação adiantada foi que ao rodar junto ao Paulino, terão distraidamente chocado um com o outro, desiquilibrando o Vitor. Estamos no entanto mais inclinados que a culpa foi do Milhafre, que se vingou pelo facto deste ter ajudado na reparação do pneu da bicicleta do Alone.
Depois de refeitos do susto, ele e nós, e já mais calmos, tiramos então foto para a posteridade:

Ah Milhafre, jamais te daremos tréguas!!
Em todo o caso, porque os golpes poderiam implicar a necessidade de alguns pontos e desinfecção, à chegada a Ponte da Barca fomos directos ao Centro de Saúde (que por sorte ainda não foi fechado pela Troika) a fim do nosso amigo fazer os necessários curativos.

E assim termina mais uma volta espectacular, excepcionando claro está o incidente final, mais uma vez agradecendo Barca Bikers TT e aos demais amigos que nos acompanharam.
Agora para casa, que tenho de arrancar espinhos dos dedos!!



O rescaldo do Barca Bikers TT, pode ser visto AQUI: Rescaldo Barca Bikers
Em baixo disponibilizamos todas as fotos:



Agora sim,
Abraços tapafurísticos,

Alone Ranger

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Santa Rita P.Lima - A fantástica volta sem incidentes!

Mais difícil do que não saber o que escrever após mais uma volta Domingueira, é relatar uma volta onde pela primeira vez (penso eu) até parecíamos um grupo de ciclistas a fazer isso mesmo, a andar de bicicleta.
O milhafre (personagem Tapafurística responsável pelas avarias, furos e afins) ficou a dormir o sono dos justos e não nos acompanhou desta vez. Sem furos, quedas, percalços e Favaios, já estão a perceber o meu problema…
O melhor é começar pelo início:

Ponte de Lima, 7:30 da manhã de Domingo 16 de Outubro de 2011.
Os primeiros TapafurQs (lê-se tapa furos e o “Q” simboliza um pneu furado a esvaziar como bem é retratado no nosso logótipo: aaaaaaaahhhh dirão alguns!) chegavam ao ponto de encontro junto à ponte velha. Para esta volta tínhamos convidado um ciclista experimentado e veterano nestas coisas do pedal, que curiosamente é também um dos nossos patrocinadores através dos Moveis Santa Comba.
O Sr. Alfredo Amorim, ou melhor o Alfredo (que é assim que ele gosta de ser chamado) tem nas pernas milhares de quilómetros percorridos em bicicleta e um sem número de histórias fascinantes acerca da paixão que nos une – o ciclismo e o BTT em particular.
Com uma pontualidade britânica apresentou-se no local combinado receoso por poder atrasar o grupo, o que viria a constatar ser um perfeito disparate já que nós ou estamos parados ou a andar devagar, sempre com a ânsia de mais umas fotos para mostrar às Marias as nossas aventuras (e às quais elas não ligam nenhuma, sorrindo apenas com as nossas tristes figuras em lycras).

Filipe a pensar se ainda estará a sonhar, o Mário a julgar que é da ex-BT(todo fluorescente) e o Alfredo a pensar: 7:30 da manhã? Estes romanos são doidos!

Honrados por tal presença, tivemos ainda a companhia do amigo Mário, de Arcos de Valdevez, que pela primeira vez se juntou a nós e nos deu assim o prazer de conhecer mais um ciclista muito porreiro.
A achar que a volta iria ser gira tínhamos o Nuno Barreto, uma vez mais perfilado com os TapafurQs, e cuja companhia muito nos agrada. Não só gira acharia a volta, como Giro era o capacete que usava que para além de giro era Giro (ver vídeo). Mas a historia não gira à volta deste tema… esta parte ficou gira, não ficou?
É giro e Giro, ou seja Girox2. Do capacete falamos!

À chamada compareceram os elementos: Valente, Viana (os cicerones), Filipe Araujo, Isá, Miguel, Vitor, João Pedro e Ângelo (os restantes são uns baldas!).
Decididos a seguir o caminho de Santiago até ao alto da Labruja, o GPS podia até mostrar uns trilhos de uma qualquer montanha Senegalesa que seria impossível nos perdermos.
Arrancamos até ao primeiro café disponível e, claro está, paramos para nos enchermos de cafeína e mandar os primeiros bitaites do dia. Ruidosos quanto baste, degustamos a beberagem milagreira e admiramos um exemplar de bicicleta de nome “Birrodas”, um velocípede ao estilo tunning, o que nos fez pensar que se calhar as nossas bicicletas nem eram assim… como diria o Nuno… tão giras como pensávamos.
Valente pouco satisfeito por não haver na parede cartazes dos gelados Globo!

E foi entre duas minis que o orgulhoso proprietário da Birrodas nos explicou que os aros foram pintados á mão, o que a tornava numa peça de artesanato.
Vi na televisão espanhola que sai uma bicicleta igualzinha a esta nos pacotes de bolachas. Quero uma! - Diz o João Pedro

“Ala que se faz tarde”, e entramos na secção do caminho Português de Santiago que nos levaria ao alto da Labruja.
Diz quem já o fez (o que ainda não foi o nosso caso) que este é o troço mais difícil do caminho, e pelo número de vezes que desmontamos estamos em crer ser verdade. Bonito, interessante e desafiante, o caminho não significa apenas mais uns trilhos de terra batida pelo meio dos montes, há realmente qualquer coisa de maior quando se segue as setas amarelas - sem duvida alguma, um dia teremos que peregrinar a Santiago de Compostela para homenagear o Apóstolo.
É à mão e mesmo assim...
Calor? Não admira, levavam a "sofage" ligada!

A subida é de facto interessante, mas a perspectiva de ser feita com alforges e mochilas não agrada muito. O único que experimentou essa sensação foi o Valente que possui uma mochila ao estilo Sport Billy (os mais novos deverão googlar!) e transporta coisas sem fim às costas.
A chegada a um dos marcos do caminho, a cruz dos mortos, foi pretexto para mais uma serie de disparates e momento de caos, enquanto nos tentávamos organizar prá foto.

Não se pode tirar uma foto de jeito! Há sempre um gajo de lycras à frente!
Numa pose "À lá Paulino", o grupo fica para a posteridade!

A pé ou a pedalar lá fomos subindo até à Labruja para depois seguirmos ao alto das pedras finas, e daí, visitarmos mais uma capelinha dedicada a Santa Rita.

Junto à capela de Santa Rita

Foi por estas bandas que se deu um encontro inusitado com dois caminheiros que num Português Inglesado nos perguntaram para onde se ia para Fátima.
Surpreendente foi a resposta do João Pedro que entre duas bolachas (aproveitando a paragem para deglutir mais meia dúzias de marias) em tom de pergunta: A Fátima da venda que tem as bolachas Cuétara?
Ficamos mais admirados do que os Ingleses que se limitaram sorrir, todos contentes por alguém falar na Fátima, que devia ser conhecida do elemento em causa e assim teriam a informação desejada.
O jovem casal queria mesmo era ir até ao Santuário de Fátima, o que não deixa de ser francamente admirável – é preciso ter um espírito especial para se fazerem a estes caminhos num país estranho (muito embora membro da EU a coisa por aqui não funciona lá muito bem!) em busca de aventuras novas.
Meia dúzia de “You go’s”, “blue arrow’s” e “thank you’s very well’s” puseram os caminheiros de novo em andamento. Despedimo-nos dos simpáticos personagens e seguimos o nosso próprio trilho.
O jovem casal em passeio por Portugal. Os outros não se afastaram para poder tirar a foto em condições

Entretanto em duas descidas mais acentuadas feitas, deu para ver quem dominava a patanisca, ou melhor a bicicleta, com o Alfredo a liderar o grupo de “monte abaixo” ou em Inglês Down hill. :)
Do caminho até Ponte de Lima há que salientar a beleza dos estradões escolhidos pelos nativos.
Junto á ecovia de Viana-Ponte de Lima é hora de nos despedirmos do Alfredo, que nos deu uma verdadeira lição de BTT e cuja companhia queremos repetir – não sei se já referi que ele é o dono dos Moveis Santa Comba patrocinador oficial da nossa equipa (PUB) - grande abraço para ele.
O Alfredo em grande estilo!

Para o final estava agendado mais um debriefing num café Limiano.
Impressionado estava o Mário que deve ter pensado que andar de bicicleta com os Tapafuros seria só subir e descer montes e parar frequentemente para dizer bacoradas, a surpresa veio no final com uma coisa que muitos (principalmente os mais jovens) deveriam praticar mais amiúde: O convívio com amigos! – A ver vamos se o rapaz vem mais vezes!

O Mário compenetrado no debriefing!
Perfeito domínio, com uma técnica irrepreensível!


Brindamos a todos, incluindo vocês!

Assim se fazem os domingos TapafurQs: pedalar, parar, tirar fotos, hidratar e muita animação.

Saudações Tapafurísticas

Mais fotos AQUI