Esta foi a foto de grupo tirada juntamente com o Sr. Augusto Barros e a D. Maria, ilustres habitantes de Rio de Moinhos, e que pela segunda vez nos receberam com a mais genuina generosidade e simpatia.
Para eles os nossos sentidos agradecimentos.
Bem hajam!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
A volta domingueira: o resumo!
Hoje, como não podia deixar de ser, houve volta domingueira.
Foi repleta de novidades e acontecimentos, que oportunamente serão relatados na habitual crónica, que não se vislumbra de escrita fácil, tantos os assuntos a tratar.
Por isso mesmo, em jeito de antecipação, deixamos mais uma vez o testemunho do Nuno Barreto, que sempre nos assombra com a sua capacidade de síntese.
Assim, à pergunta
- "Nuno, o que achaste desta volta?", o Nuno responde:
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Vacariça – Pedalar é o melhor desporto…ou não!
O dia desponta com um preguiçoso raio de sol enquanto os pássaros num longo bocejo afinam gargantas para colocar a suave e melodiosa banda sonora na manhã. A tranquilidade matinal desperta em nós uma tranquilizante sensação de que tudo está bem e que a vida até pode ser bela.
| Olhó Sól a aparecer por detrás do raile! |
Depois deste intróito idílico vamos à realidade:
O %$&#” do despertador começou aos gritos ainda a passarada estava a chónar. Remelentos e desorientados, os elementos disponíveis para mais uma volta domingueira tentaram enfiar os membros pelas lycras adentro sem caírem desamparados ou ficarem a personificar uma qualquer ilustração de Picasso.
A coisa não estava para grandes voltas e nada tinha sido combinado com um dos elaborados planos que nos caracteriza, e que normalmente incluem trilhos marcados em GPS, maquetas e gráficos em Power Point.
Para esta volta, aliás, nem sabíamos quem iria aparecer já que os pedidos de dispensa tinham enchido a secretaria dos serviços administrativos do grupo.
Tudo o que se sabia era que a saída estava marcada para as 7:45 em Ponte de Lima.
10 minutos depois da hora combinada chegavam os últimos resistentes do pedal ao local de encontro – tudo com cara de poucos amigos.
Ponte de Lima estava tranquila e pelos vistos a “mulher gorda a mim não me convém…” já por lá não andava (alusão á banda sonora de um qualquer dia de feiras Novas).
| O café matinal é uma coisa que nos assiste. |
Tomada a cafeína do costume lá decidimos embalar as viaturas de tracção animal em direcção a qualquer lado. Para onde vamos? Que dizeis por aqui? Ou se calhar por acolá? Assim ficou decidido o passeio.
Não vale a pena falar em quem faltou pois são mais que as mães, por isso referimo-nos a quem assinou o livro de ponto: O Agostinho e o Viana (co-responsáveis pelo traçado), o Filipe Araújo (que mais tarde foi responsável por contribuir para a nossa má imagem junto do publico em geral – assim o veremos adiante!) o Ang3lo, o Vitor e os nossos amigos de Ponte da Barca, os irmãos Nuno e Rui Barreto.
Inicialmente percorremos a ecovia que liga (ligará já que não está completa) Ponte de Lima a Arcos de Valdevez pela margem norte do rio Lima.
Aqui se deu o primeiro, e porventura o mais relevante, momento do dia. Tranquilamente pedalávamos pelo dito trilho e eis quando, para nossa surpresa e até mais para quem lá estava, nos deparamos com um veículo cujos ocupantes se dedicavam afincadamente a outra actividade desportiva conhecida no meio por O AMOR.
| Aaaaahh o amor ao nascer do Sól junto ao rio... é definitivamente uma coisa que nos assiste! |
Embaraços à parte, atrapalhações e sei lá o que mais, aqui se levantaram importantes e serias questões à volta da temática:
- 8:30 da manhã de um Domingo para praticar o amor é pegar ao serviço cedo demais, não?
- Locais onde podem a qualquer momento surgir indivíduos de lycras e interromper tão bela e nobre actividade não são, de todo, aconselháveis.
Mas mais importante do que tudo: - QUE RAIO fazemos nós tão cedo aos Domingos de manhã, de lycras vestidos, a trepar montes e a comer pó e lama, quando há coisas BEM MAIS IMPORTANTES E BELAS para se fazerem?
… Silenciosamente tentamos digerir esta questão enquanto dávamos inicio á loooooooonga subida que se seguiu.
Não foi agradável a sensação de empata f…. Eeehh…digamos…. Interrompe coitos, que nos pesava nos hydrobags. A eles … bem hajam pela prática de desportos como devem ser … ciclismo? Isso não presta para nada!!!! :)
Adiante!
Ultrapassada a questão e passados uns quilómetros, o Viana e o Agostinho, dotados de inspiração acrescida (sei lá eu porquê!), decidiram castigar-nos com uma subida que ia até ás portas do Céu – assim pareceu.
Sempre divertidos, o Rui e o Nuno tagarelavam entrando no espírito Tapafuros da coisa, conseguindo médias altas de 37 disparates por km percorrido.
| Pausa para arrefecer os radiadores e debitar mais uns disparates |
A meio do trajecto, onde as águias fazem os ninhos, o Filipe anuncia que está sedento.e o Agostinho anuncia ter o tanque vazio. Essa situação fez com que toda a volta fosse realizada sob a égide da hidratação constante e permanente.
| O Daniel e dois sequiosos |
Valeu-nos no local o Daniel, rapaz de simpatia abundante e que prontamente nos encheu os cantis já vazios.
Apesar de cedo, o calor deste início de Outono atípico fazia com que consumíssemos agua ao mesmo ritmo que os carros americanos sugam galões de combustível. (Yeeah!)
Finalmente o cume, um local ermo, com vista privilegiada sob todo o vale do Lima na fronteira entre os concelhos de Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.
Hora da banana da Nasa, barras energéticas e frutas diversas e, acima de tudo, de descanso e um pouco de convívio.
| A caminho do cume! |
A pensar numa forma de convívio diferente, o Vitor preparou-nos uma surpresa, o desgraçado tinha trazido Favaios desde lá de baixo até ao cume camuflado numa garrafa de agua.
Certo é que, quando o homem tirou a garrafa da mochila, pelo aspecto parecia petróleo e até pensamos ter ouvido o Filipe dizer: "Quereis ver que ainda vão querer que eu corte mato? E a roçadora, é o Agostinho que a tem disfarçada no quadro?"
| Uma garrafa com petróleo? Muito melhor FAVAIOS!!! |
Nada disso, à falta do Valente, que por outros afazeres (agora que pensamos nisso ele disse que tinha outros afazeres ou que ia praticar outro desporto? – confuso!) não estava entre nós com o seu mui especial vasilhame de Favaios, o Vitor presenteia-nos com o dito líquido e um pacote de batatas fritas, já que um snack cai sempre bem. Bem-hajas Vitor, salvaste o dia, e não ligues aos invejosos que não foram mas que queriam ter ido, não estavam – azar o deles!
| O Vitor explica como camuflar Favaios numa garrafa de agua. |
O Nuno e o Rui a esta hora estavam deveras impressionados com a nossa capacidade de logística e só perguntavam quando vinha o leitão…calma que já lá chegaremos!
| Um brinde a todos! |
Mais recompostos, o pequeno grupo de heróicos e bravos ciclistas (esta expressão é só para provocar a pirraça nos faltosos!) fez-se à descida.
Acho que ainda não nos livramos do fantasma da queda do Paulino (que está quase bom por sinal!) e por isso fizemos a descida "com tranquilidade".
Tempo houve para ajudar um outro ciclista solitário e que se via a braços com um furo.
Não precisas de nada? Está tudo controlado? - dissemos nós.
Tudo na boa! – disse ele!
E seguimos caminho.
500 metros à frente paramos numa encruzilhada a decidir por onde iríamos já que a intenção geral era chegar cedo a Ponte de Lima, eis que chega o solitário ciclista a toda a velocidade … e com o pneu furado outra vez!
Do chorrilho de vernáculo vocabulário proferido, extraímos a importância da escolha do pneu em não ser “acaçado” - fundamental.
Câmara de ar emprestada e avaria resolvida lá seguiu o companheiro das lycras para outro lado.
Mais descida veio a seguir e um anuncio por parte do Filipe: - “Fazemos um pequeno desvio e vamos ali à minha casa pois estamos desidratados”.
Perante a nossa insistência… em ir, lá fomos. O resultado é o que se vê:
| Chim Chim Filipe, muitos parabéns! |
Muitos parabéns Filipe (aniversariante na semana anterior) e que contes muitos e que estejamos juntos para os contar também. Grande abraço companheiro!
Nenhum relato há a fazer da viagem até Ponte de Lima onde decidimos realizar o debriefing (a tal reunião onde só se dizem asneiradas e se hidrata um pouco).
Acho que a esta hora o Telhadinhos já deveria ser patrocinador do grupo tal é a assiduidade destes elementos nas mesas daquela superfície comercial.
E aqui sim, houve leitão, em rissóis é certo, mas que bons estavam!
| Nuno mostra o "trigo" e o Viana pensa "Isso! Distrai-te com a foto e vais ver o naco que lhe faltará" |
Mais um Domingo, mais uma volta. Muitos companheiros faltaram mas os que foram divertiram-se.
Abraço aos amigos Nuno e Rui Barreto e obrigado pela companhia, é sempre um prazer andar convosco.
| Os irmãos Barreto e aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado |
| O aniversariante |
A todos aquele abraço!
Saudações Tapafuristicas
Mais Fotos AQUI
domingo, 2 de outubro de 2011
V Downtown Ponte de Lima - 2011
Sábado passado realizou-se o V Downtown de Ponte de Lima, organizado pelo BaToTas - Clube de Desportos Radicais de Ponte de Lima.
Como calculam nenhum dos tapa furQs participou em evento tão radical (já não temos idade para isto e os ossos levam mais tempo a soldar!), mas sempre deu para tirar umas fotos aos participantes.
Por isso, enquanto a crónica domingueira não chega, vejam como esta rapaziada domina as "cicletas".
Como calculam nenhum dos tapa furQs participou em evento tão radical (já não temos idade para isto e os ossos levam mais tempo a soldar!), mas sempre deu para tirar umas fotos aos participantes.
Por isso, enquanto a crónica domingueira não chega, vejam como esta rapaziada domina as "cicletas".
Cumprimentos tapafurísticos,
Alone Ranger
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
5 Cumes – O galo de (em) Barcelos
Os TapafurQs, como não poderia deixar de ser, fizeram questão de participar na prova maior do BTT no Norte do país “Os 5 Cumes” organizado pelos Amigos da Montanha de Barcelos.
Começamos por fazer justiça dando os sinceros parabéns à organização, que brindou os cerca de 3000 ciclistas com percursos espectaculares, uma logística impressionante, e actividades para todos os acompanhantes que não sendo dados às coisas do pedal não ficaram à seca à espera do final da prova e puderam assim passar um dia divertido na bela cidade de Barcelos.
Feita a introdução vamos à crónica propriamente dita, cheia de peripécias e acontecimentos como adiante veremos.
7:00 Canta o galo!
O raio da ave cantou cedo pois teríamos de fazer 50 quilómetros para chegarmos ao local da concentração. O destino a dar a este Galo era a panela mas havia que vestir as lycras.
Os tapafurQs, de diversas proveniências, estabeleceram um plano elaborado para que se minimizasse o número de veículos automóveis a utilizar. Damos como exemplo o plano 354 que dizia: “O automóvel X leva a bicicleta 2 e 5 com os atletas A, D, E e F e o automóvel Y leva as bicicletas 3, 6,7 e 8 com o B e o D onde se encontrará no local ALPHA TANGO com o automóvel Z que leva os atletas H e I com as bicicletas 1 e 9…” estão a ver a ideia? Simples!
| Agostinho e Filipe (ainda não devidamente trajado) trabalham "arduamente" nos preparativos da partida. |
9:00 Depois de 28 enganos eis-nos reunidos em Barcelos
Resumidamente estavam presentes: o Valente, o Viana, o Miguel, o Paulino, o Serafim, o Isá, o Angelo e o Agostinho mais os nossos amigos Victor, João Pedro e Filipe Ramos. Estes últimos, não sendo (ainda) membros de pleno direito do clube, ostentariam orgulhosamente camisolas tapafurQs cedidas pelos outros elementos para que o processo de integração dos mesmos, neste belo e esplendoroso grupo, prosseguisse os trâmites legais (ponto 4 dos estatutos não escritos que diz claramente: “ Aaaah e tal, não sei o quê e não obstante”).
Com ritmos diferentes, e sendo uma prova onde o cuidado para não levarmos com um “pró” em cima ansioso por conseguir ganhar uns admiráveis segundos em relação ao 237º colocado, combinamos que, assim que a coisa rolasse, cada qual tomaria o seu andamento, mas à partida estaríamos todos juntos para que a festa fosse mais animada.
Tal não foi possível de todo por vários motivos:
- O Paulino tinha seguido sozinho para Barcelos pelo que quando chegou ao local da partida depressa foi ensanduichado por 315 tipos de lycras desaparecendo na multidão.
- Os restantes elementos ficaram a tratar da bicicleta XPTO+ do Valente uma KTM de suspensão total emprestada já que a dele estava no estaleiro, mas que veio com um pneu traçado pelo que foi necessário trocar as borrachas (Ver tutorial no post anterior). Nota para a diversão causada pelo Valente que a braços com tanto botão no tablier da bicicleta por diversas vezes engatou a marcha-atrás causando pânico entre os presentes.
- Quando passamos o ponto de controlo para a partida depressa o Miguel foi avançando na multidão não se apercebendo que levava a rasto 37 ciclistas e o Serafim que aproveitou a condição anoréctica da sua montada para ir passando nos centímetros disponíveis entre os presentes.
- Os restantes deslumbrados por nunca se virem noutra, acamparam no primeiro lugar disponível.
| "Dá cá um pneu pois com este perfil na roda só posso andar sobre carris" |
| O Vitor pergunta a Agostinho se ataca logo de inicio enquanto o João Pedro ainda sorria na expectativa de no reforço serem distribuidos pacotes de bolachas. |
| Ang3lo e Viana a rirem pois não desconfiavam dos Kms que os esperavam |
| Lá á frente estão o Paulino o Miguel e o Serafim - Onde estão os Wally's? |
| Filipe apreensivo, Valente em atitude séria e Isá bem disposto. Atrás dois gajos inconscientes! |
9:30 Tudo a dar ao pedal.. ou não!
O speaker de serviço num entusiasmo que só ele tinha, gritou qualquer coisa que fez avançar os lycrosos da linha da frente, mas no local de onde este cronista se encontrava ninguém montava as biclas. Mais, foram precisos 6 minutos para que tal acontecesse. Pergunto eu: como poderíamos chegar entre os primeiros se logo à partida estamos 6 minutos atrasados? Havia que tomar medidas mais enérgicas e determinadas.
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| Um fotografo apanhou o Miguel na partida. |
9:32 2ª partida
O arranque apoteótico e caótico tinha acontecido mas os TapafurQs estavam descontentes, 6 minutos atrasados? Começava a haver um grande desconforto no seio do grupo. Reunidos de emergência nos primeiros metros da prova, decidimos ir ao ataque, mas para isso era necessário um café!
100 metros depois do arranque já desmontávamos à porta de um café simpático com umas senhoras (perdão, meninas!) não menos simpáticas que nos serviram uma deliciosa e retemperadora beberagem cheia de cafeína.
Ala que se faz tarde e temos que atacar, e por isso partimos…pela 2ª vez!
9:50 Já vamos na frente!
Os tapafurQs (a maioria deles já que o Agostinho perdeu-se logo ao inicio e coitado já ia a meio do pelotão, e do Serafim, do Miguel e do Paulino dos quais não tínhamos noticias da cabeça do pelotão) atacavam a bom ritmo e as ultrapassagens sucediam-se de forma vertiginosa.
De repente o João Pedro, que se esquecera das bolachas em casa e que portanto não tinha a pujança habitual, exclama a alto e bom som: “Conseguimos apanha-lo e vamos para a frente!”
O esforço foi recompensado e finalmente colocamo-nos na frente... do carro vassoura, para o efeito um jipe dos bombeiros de Barcelinhos cujos ocupantes, muito admirados pela nossa presença, nos inquiriam se ainda havia mais para trás ao que prontamente respondemos: viemos à velocidade da luz mas havia outros mais lentos entre os carros. A expressão do bombeiro ficou com ele para trás…
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| Já depois de apanharmos o carro vassoura JP já só pensa em...bola.. não é bolachas, são bolas de berlim! |
10:00 Não se vêm as placas mas o que interessa é seguir a manada
A esta hora o grupo dos TapafurQs estava ordenado pela seguinte forma: Entre os primeiros 500 o Paulino, no grupo dos 1000 estavam o Serafim e o Agostinho, dos 100 aos 2000 o Miguel e nos restantes estávamos nós os da cafeína.
O primeiro cume não era complicado mas o número de ciclistas a percorrer os trilhos dificultava as estratégias de abordagem das subidas. O lema era: vai pedalando até embateres num ciclista apeado e depois exclama ofegante com cara de aborrecido: “Se não fosse esta paragem subia tudo seguido”.
Quase no cume do 1º…aaah cume(!), o milhafre que nos persegue ataca: uma pedra de 4 toneladas (um bocado exagerado mas dramaticamente mais forte) embate violentamente na roda pedaleira do Isá e um dente (da pedaleira) ficou torto. Valeu uma marreta de alguém da organização para pôr o Isá a pedalar novamente.
O pior vinha já a seguir.
10:45 O Galo do Paulino e “a coisa podia ter sido feia”
Nem 100 metros percorridos do 1º controlo e dois bombeiros ocupavam quase todo o caminho. Pior foi a visão de 2 ciclistas com a camisola tapafurQs com cara de preocupação junto dos soldados da paz. Para pintar de negro a cena quando paramos vimos o nosso amigo Paulino semi-sentado no chão, agarrado ao ombro e com um ar francamente queixoso.
Não podia ter sido obra do milhafre pois ele não se atreve a tornar as coisas tão sérias e os cuidados que o nosso colega necessitava fez com que no seio do grupo, a prova deixasse de ter qualquer importância. A queda foi violenta e a preocupação grande com as suspeitas de fractura da clavícula e quiçá costelas. Palavras de homenagem à organização e principalmente aos bombeiros que apesar do local onde ocorreu o acidente não demoraram assim tanto tempo a prestar os primeiros socorros.
Aguardamos pela chegada da ambulância (um jipe – único veiculo com acesso ao local) e vimos o nosso amigo ser exemplarmente imobilizado e colocado numa maca para o transportar ao hospital.
Fica já a conclusão do acidente pois a prova continuou para alguns de nós: O Paulino não partiu nada, apenas deslocou o ombro que deve ter voltado ao sítio com os solavancos que levou na interminável descida do local onde estava até à estrada. Está dorido mas não vencido e contamos com ele para breve – MELHORAS COMPANHEIRO.
Havia que decidir (e a sério) o que fazer, e por questões de logística, 2 elementos abandonariam a prova mais cedo para acompanharem o nosso colega ferido. Iríamos todos até ao reforço e dali o Miguel e o Serafim arrancariam pela estrada nacional até Barcelos.
Assim foi decidido pois os bombeiros ainda teriam de prestar assistência a outro ciclista vítima de queda (a cerca de 100 metros do Paulino) e previa-se que a questão demorasse o seu tempo a ter o devido andamento.
O Paulino, de entre as dores que o acometiam ia dizendo ao resto do pessoal: “Eu estou bem e não há necessidade de irdes para o hospital por isso continuai.” – Grande!
Assim o fizemos.
E o Agostinho? Esse disparava que nem uma bala lá na frente.
11:30 Ora bolas, muitas bolas!!!
Chegados à Zona de reabastecimento já o grupo dos TapafurQs estava mais tranquilo em relação ao colega acidentado. Diversos telefonemas para o interior do veículo de emergência deram-nos conta que ainda estava no meio do monte e mais confortável em relação à dor pelo que podíamos voltar a relaxar um pouco.
E foi aqui, ou como diria o Professor José Hermano Saraiva: “E foi aqui meus amigos, que as bolas rolaram com as hordas de guerreiros das lycras esfomeados que brutalmente ocuparam o local”.
As bolas de Berlim com que os Amigos da Montanha nos presentearam foram sublimes e que o diga o João Pedro que quase apanha uma overdose da iguaria. Pena foi que nos controlos seguintes não controlassem os bolsos, ou o rapaz teria de explicar que na realidade a camisola tinha dispensas de armazenamento.
Depois de comidos, bebidos e de uma paragem na oficina campal lá montada para arranjarmos o dente da pedaleira do Isá (perante a insistência do Serafim em arrancar o dito dente), o grupo reduziu-se com a ida directa para Barcelos dos já mencionados Miguel e Serafim. Pela abnegação dos mesmos, o abraço agradecido dos restantes TapafurQs.
| Aqui falávamos com o Paulino ainda no jipe (ambulância disfarçada mas com luzinhas e tudo) no meio do monte |
| Serafim e Viana a pensarem em bater no fotografo que não os deixava ir buscar mais bolas de berlim |
| Esta é dedicada ao Paulino que devia estar ali! |
| O mecânico faz road service numa espécie de bike assistence (em Inglês as coisas sem jeito nenhum tem mais pinta) |
13:10 Em conta gotas lá vão chegando
Depois do reforço foi zimbrar até à meta (devagarinho ou o que pensam? aquilo é duro!).
Trilhos espectaculares, subidinhas manhosas e descidas rápidas (sempre com o travão a funcionar já que o exemplo do que pode correr mal bateu-nos à porta).
Um a um todos foram chegando à meta, com ares de carvoeiros ferroviários, os elementos dos TapafurQs.
Por esta hora já o Agostinho nos aguardava com notícias do Paulino que ainda se encontrava no hospital a fazer raio X.
O banho foi outra aventura, mas com tanto pessoal a querer dar brilho aos cromados achamos que até nem esteve mal, e até havia agua quente!!!
Já à civil, alegremente nos reunimos com o Paulino que com boas novas nos anunciou que nada estava partido mas que a coça tinha sido valente (eu disse coça valente não coça do Valente).
16:15 Favaios é a bebida, Francesinha é a comida
Foi apenas a esta hora que todos os participantes nos 5 cumes (menos Paulino e Miguel que o levou para casa) se reuniram para o debriefing, que é como quem diz, de copo na mão a soltar disparates para a atmosfera.
Como habitualmente imensas barbaridades ali foram “lauferadas” e até um novo projecto lá foi lançado, a ver vamos se com pernas para andar.
Hora de atacar as francesinhas num restaurante na Correlhã – Ponte de Lima que serviu para retemperarmos energias perdidas.
No final o que sobrou foi a satisfação: que bela prova, que grande organização e que estupenda camaradagem nos TapafurQs. – Assim vale a pena!
Em relação ao nosso lesionado aplicamos a velha máxima “tudo está bem quando acaba bem” e felizmente o grande Paulino está bem!
| Quem pensará um dia por destas coisas nos reforços das provas? Isso é que era!!!! |
| Vitor a ler o jornal desportivo, JP a pensar na comida e Serafim a por ordem no rapaz. |
| Angelo e Filipe em comunhão de pensamento: "Agora era menos conversa e mais comida" |
| Isá explica como se ataca uma francesinha (a da foto acima atenção) |
| Valente olha na expectativa de ver surgir a sua francesinha e Viana brinda a isso mesmo. |
| Ao final, o Isá mostra como foi o dia: ALTAMENTE! |
Por isso abraços tapafurísticos e …fiquem bem! :)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Mudar um pneu em caso de furo: o tutorial possível!
Coisa costumeira nas nossas voltas domingueiras, mesmo com a abundância de líquidos selantes, é ter um ou dois furos (isto se o nosso colega Filipe Ramos faltar, caso contrário a média sobe drásticamente).
Dizemos nós, quando isso acontece, que fomos atacados pelo milhafre!
Inclusive durante esta última Maratona BTT 5 cumes, furos foi coisa que abundou, e alguns dos "atletas" não estavam minimamente preparados, quer em termos de equipamento, quer em termos de "know how", para lidar com o problema.
Assim, o tapa furQs BTT Clube, em jeito de serviço público, publica de seguida um pequeno tutorial em vídeo sobre a temática em causa.
Estamos certos que, a partir de agora, medo de furos é um acena que já não vos assiste!
Cumps tapafurísticos,
Alone Ranger
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
5 Cumes - A FOTO
Em homenagem ao nosso companheiro Paulino, que não pôde terminar a maratona 5 Cumes de ontem devido a uma queda, felizmente sem consequências físicas de maior, aqui fica uma foto dos restantes companheiros tapa furQs.
| Não, não fomos naquela carrinha branca, foi mesmo a pedalar! As bicicletas estavam encostadas, ok? Grande abraço Paulino! |
Oportunamente será postada uma crónica alusiva ao evento, em jeito de rescaldo!
Cumps tapafurísticos,
Alone Ranger
sábado, 24 de setembro de 2011
5 Cumes Maratona de BTT - Amanhã!
Amanhã terá lugar a Maratona BTT 5 Cumes com cerca de 3000 atletas inscritos.
O tapa furQs BTT Clube marcará presença pelo segundo ano consecutivo e deseja à organização e a todos os participantes votos de felicidades e muita diversão.
Já agora, se passarem pelo dorsal abaixo, digam qualquer coisa... :-D
Até amanhã!
Alone Ranger
O tapa furQs BTT Clube marcará presença pelo segundo ano consecutivo e deseja à organização e a todos os participantes votos de felicidades e muita diversão.
Já agora, se passarem pelo dorsal abaixo, digam qualquer coisa... :-D
| 2051, um número que figurará nos 3000 primeiros!! |
Até amanhã!
Alone Ranger
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
tapa furQs & friends - crónica domingueira com parabéns a você.
No domingo passado houve volta domingueira, como não poderia deixar de ser, mas desta feita não coube a qualquer dos elementos do tapa furQs a sua organização mas antes ao Vasco, um amigo e colega, que já nos havia acompanhado em voltas anteriores.
Juntamente com o seu grupo, receberam-nos da melhor maneira, pois proporcionaram-nos uma manhã muito bem passada, com boa companhia, trilhos espectaculares, um percurso não muito longo pois alguns não podiam chegar tarde a casa, e ainda patrocinaram o costumeiro "debriefing", pagando a(s) rodada(s) de mines e tremoços.
| Vasco e Filipe, dois dos nossos anfitriões. |
Desde logo se notou a diferença entre o nosso grupo e o grupo anfitrião!
Pensarão os leitores que nos referimos ao porte atlético, mas não, refiro-me ao facto de só nós alinharmos no cafezinho matinal, que não dispensamos, principalmente o Ang3lo.
| Para mim era um pingo! sublinhava o Agostinho. |
| Enquanto isso, o Cassiano, outro membro da organização, aguardava pacientemente que o Gusto aviasse o pingo. |
Nesta volta alinharam o Alone, o Agostinho, o Viana, o Ang3lo e o Victor. Tirando o Zé Duarte, que está "de molho" (vide post anterior), e por isso está desculpado, todos os demais violaram gravemente os estatutos ao não estarem presentes nesta volta.
A falta é agravada pelo facto de este dia coincidir com as 44 primaveras do Agostinho, um dos mais dignos representantes do tapa furQs!
Segundo o Ang3lo terá sido com medo do rolo da massa, pois temiam que o passeio se prolongasse para além do horário costumeiro, e outros compromissos domingueiros há a honrar.
Nada mais errado, pois a volta, muito bem organizada, terminou muito a tempo do regresso e com espaço para um "debriefing" retemperador.
Adiante, que oportunamente tudo será discutido em assembleia geral ou até extraordinária!
A volta teve início na freguesia de Antas, concelho de Esposende, e logo ficámos encantados com os trilhos junto ao Rio Neiva, augurando um passeio espectacular. As nossa primeiras impressões não sairiam goradas, como vamos ver.
Antes disso havia que colmatar um falha no equipamento do Ang3lo, pois por esquecimento não tinha levado o "casco", ele que costuma andar com pelo menos dois no carro!
O quarto elemento do grupo anfitrião, o Paulo, resolveu a questão emprestando um, pois a segurança é algo que preservamos e pedalar sem capacete É UMA CENA QUE NÃO NOS ASSISTE!
| Quem anda de "cicleta" tem de levar "casco"! |
O mesmo Paulo que mesmo no início da volta resolveu ter um furo, porque isto dos azares devem ser despachados logo cedo!
Pelos vistos os milhafres atacam também naquela zona, e escolheu o Paulo como vítima. Podia ter sido pior, digo eu, pois podia ter atacado este vosso cronista!
| Ah milhafre, se te apanho! |
Como o nosso especialista em furos e mecânica geral não tinha vindo (o Isá) a tarefa de reparação foi assistida por um dos nossos, o Ang3lo, e por um dos "deles" o Vasco.
Este último não nos convenceu nas artes de reparação pneumática, pois logo deu cabo de duas bombas mesmo antes de insuflar qualquer ar na câmara. Logo foi afastado, cabendo ao Ang3lo as honras de prestar auxílio ao Paulo.
| E as instruções da câmara-de-ar? |
| Mais uma bomba para o galheiro! ´ "-Queria aplicar PSI's e a bomba estava regulada para Bares!", desculpava-se o Vasco. |
| Sob o olhar atento do Cassiano e do Agostinho, que mantiveram aquela pose pro-activa durante toda a operação, procedeu-se à reparação necessária. |
O furo estava aviado, toca a retomar a marcha.
| A passagem sobre o Rio Neiva. |
O aquecimento estava feito, altura de subir.
| E subir era uma cena que naquele dia não assistia ao Viana. A tainada do dia anterior tinha deixado marcas, e o rendimento atlético não estava em alta. |
Chegados ao "1º cume", era altura de enfrentar a primeira descida técnica, não antes sem o Paulo verificar se a "O.P.F. Operação Pneu Furado" tinha sido um êxito:
| O Vasco enfiou PSI's ou Bares? |
A descida seguinte exigia alguma técnica, e muitos brilharam:
| O Cassiano, com uma máquina bem apropriada à ocasião. |
| O Paulo, em grande domínio. |
| O Agostinho, a descer com grande tranquilidade. |
| O Viana em dificuldades, e não era só a subir! :) |
Mais uma subida que no final nos brindou com uma magnifica vista sobre a linha de costa de Esposende...
| Local onde o grupo fez uma pequena pausa para apreciar a paisagem e ganhar fôlego. |
A próxima etapa era a Igreja de S. Lourenço em Vila Chã, local escolhido para cantar os parabéns ao Agostinho, uma vez que o Alone carregava na sua mochila um bolo de aniversário encomendado especialmente para o efeito
| O Agostinho, visivelmente emocionado, exibindo o bolo de aniversário! |
| Não foi esquecido a tradicional pirotecnia, e foi entoada a cantiga dos parabéns a você, enquanto a pirotecnia ardia e todos ansiavam por uma fatia do bolo, que pelo aspecto prometia ser delicioso. |
"Que contes muitos!", "Que nunca te falte a força... nos crenques!" ou "Que a tua roda de trás ande sempre para a frente!" foram alguns dos votos proferidos, nem todos de original autoria mas todos sentidos, e de imediato se procedeu à degustação do bolo, regado com a bebida oficial do clube, o Favaios, que o Alone não esqueceu de levar, perante a admiração por parte dos nossos anfitriões, que desconheciam até ali a capacidade de armazenamento da sua mochila!
| A distribuição das generosas fatias. |
| "-Vamos, vamos, não percamos mais tempo!" Pois, dizemos nós, e o Viana pá? |
| Ah, cá vem ele, com ar de desgraçado!! |
Entretanto, o Victor, não se contentando com o malho da semana passada, resolveu uma vez mais atira-se para o chão, mas sem que nos permitisse registar tal momento em foto.
O raça dos pedais de encaixe continuam a fazer das suas, e o joelho que ainda não tinha sarado levou mais maus-tratos, sendo que aquele dedo que se usa para pedir boleia, também chamado de "mata piolhos" também levou pancada forte.
Felizmente e uma vez mais a Specialized não sofreu mazelas, o que nos deixou logo descansados, pois no domingo seguinte é a Maratona dos 5 Cumes em Barcelos, e a malta não pode deixar de participar!
| Fo"#$%%", que o kit de quedas que vinha com os pedais nunca mais acaba!!!! |
Como havíamos dito por lapso não se tirou a foto de grupo, logo havia que sanar tal omissão, e assim o fizémos:
| Em cima, da esquerda para a direita, alinharam o Victor, o Cassiano, o Agostinho, o Filipe e Vasco. No rés-do-chão, pela mesma ordem, o Ang3lo (de casco laranja), o Alone Ranger, o Viana e o Paulo. |
| A derradeira subida, antes da tirada final que nos levaria ao ponto de partida. Aqui o Alone, com a desculpa de tirar a fotografia, desmontou e levou a ginga à mão. |
Chegávamos então ao café, para a última etapa, o "debriefing" tal como baptizada pelo Ang3lo.
| O Viana, manifestamente exaurido, e o Filipe ainda sob o efeito do Favaios! |
| Paulo e Cassiano, aguardando as mines... |
| ...Vasco, Ang3o e Victor, enquanto não chegavam os tremoços. |
E pronto, ou prontos como alguns dizem, assim termina mais uma volta domingueira.
Poderíamos aqui explanar ainda mais como foi espectacular a manhã e como gostámos da companhia e simpatia dos nossos amigos que nos convidaram, mas como bem se diz, uma imagem vale por mil palavras.
Assim, a nossa opinião sobre esta manhã de BTT resume-se bem na foto seguinte:
Obrigado ao Cassiano, ao Filipe, ao Paulo e ao Vasco. A próxima é por nossa conta.
Um abraço dos tapa furQs.
Parabéns Agostinho!
Alone Ranger
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