terça-feira, 13 de setembro de 2011

Domingueira: com ou sem champarrião? Sim ou... talvez não!?

Pois muito bem, a crónica domingueira do pretérito dia 4 de Setembro chega agora à luz do dia.
A culpa é das romarias minhotas, no caso as Feiras Novas, que não nos deixam tempo para as lides literárias, mas como diz o ditado, nem só de letras vive o homem, e também mais vale tarde que nunca.

A organização cabia ao Filipe Ramos e ao Zé Costa, já que o nosso mui estimado Zé Duarte continua "de baixa" pois ainda não trocou as peças do joelho. Aquilo é modelo que não vingou, poucos foram feitos pois cedo deram raia, e peças suplentes não há.

Felizmente esta semana um ferreiro mui experimentado irá fazer um enxerto personalizado, e todos fazemos votos que tenha muito êxito em tão delicada tarefa, pois o nosso companheiro e a sua KTM tamanho "xs" fazem falta nas nossas domingueiras.

Grande companheiro. Felizmente as articulações do cotovelo continuam sãs, fruto
talvez de uma boa e regular prática desportiva ao nível dos membros superiores.


Os nossos anfitriões no café Chafarrica, a discutirem os últimos pormenores do percurso.
Zé Costa: Ó pá, até podíamos subir por ali, mas não te esqueças que hoje o Alone Ranger também veio!!!!

A expectativa era grande, pois tinham-nos prometido que o percurso passaria pelo Café Caçana, o famoso do Champarrião, e por isso o êxito da volta estava garantido à partida.
Por outro lado, e estando presente o Filipe, o número de furos podia muito bem ascender aos dois dígitos e começávamos todos a fazer contas se teríamos trazido câmaras de ar suficientes!
Talvez a coisa corresse bem... ou talvez não!

Entretanto, e na ânsia de chegar ao champarrião, o Ang3lo e o Isá, ignorando as mais completas instruções sobre o local de encontro, o café Chafarrica (ele há cada nome!!) logo se apresentaram à porta do Caçana!!!

O Filipe, em contacto com o Ang3lo, tentando convencê-lo que não estava no local certo.
Este teimava em não sair da porta do Caçana! Felizmente (ou não!!!) àquela hora estava fechado!
Entretanto, dentro do Chafarrica, o Paulino bebia um café (sim, um café!!) enquanto o Victor (que mais uma vez nos honrou com a sua presença) teimava em não largar o jornal desportivo, que lia muito atentamente!!

Importa aqui fazer um desmentido. Crónicas atrás foi dito que o Paulino era um dos dois membros do clube que bebia um pingo, no lugar do café. Tal não é verdade, foi confusão do cronista, pois quem aprecia o pinguinho são o Serafim e o Agostinho. As nossas desculpas ao Paulino, que bebe café como um homem. Infelizmente não é um poço de virtudes pois ( e perdoem-me os mais sensíveis), NÃO BEBE FAVAIOS!!!!
Anda embora Victor! Já estamos atrasados e o Ang3lo já está no Caçana!!
Victor: Já vou já vou! Vão indo que já vos apanho!
Kms iniciais, ainda por estrada, até encontrar-mos os colegas tresmalhados!

Já em pisos mais condizentes com a modalidade, numa pausa para reagrupar.
Aqui tememos o pior: o milhafre tinha atacado e cá estava o primeiro furo...ou talvez não!
Afinal era falso alarme!
A boa disposição do Viana, a pose (que é já imagem de marca) do Paulino, o Ang3lo numa pausa entre duas tossidelas
e o Isá, a tentar esfregar os olhos sem tirar os óculos, tal o sono por ter andado nas festas barqueiras até de madrugada!
O objectivo era chegar à capela de Santo Antão, já no concelho de Caminha, e o grupo avançava a bom ritmo, sempre com o Zé Costa no comando das operações, com o Alone e o Filipe na cauda do pelotão, cuidando para que nenhum ciclista se perdesse... ou talvez não.

Onde raio param o Alone e o Filipe???
Eis-nos chegados à Capela de Santo Antão.
Local com uma panorâmica maravilhosa!!



É então que o Alone lança uma verdadeira bomba atómica:

Hoje há FAVAIOS!!
Logo os ânimos se sobreelevaram! Já há tempos que a bebida oficial não nos acompanhava nas voltas, e tal falha tardava em ser colmatada. Perfilaram-se então as atletas, mesmo antes da foto de grupo.

O Alone foi o primeiro a beber, a fim de aferir se o Favaios estava em condições.
Fica-lhe bem estes cuidados com os demais colegas!!

O Ang3lo aqui não tossia...

... o Filipe esqueceu as dores nas pernas...ou talvez não...
...o Victor não esquecia as notícias desportivas...

...e o Paulino bebia... ÁGUA!!
Já mais "moralizados" tirámos a foto de grupo, com o Angelo a advertir o Paulino que já era tempo de
evitar poses com as mãos nas ancas... ou talvez não.
E assim ensaiámos uma nova pose, mas dois dos elementos não perceberam as instruções.
Da esquerda para a direita: Alone Ranger, Zé Costa, Isá, Filipe Ramos, Viana, Paulino, Victor e Ang3lo.
Seguidamente, tiradas que estavam todas as polaroides, descemos até Caminha e rodámos sempre junto aos mar até Vila Praia de Ancora, com uma pausa em Moledo.





Aqui o Ang3lo convenceu uma simpática domingueira a tirar-nos mais uma foto para a posteridade.

Tá a ver aqui este gingamoichinhas? É só apertar que a seguir a onda bate na lâmpada e recua...
...tenha é cuidado para a foto não ficar...frapê!!

O Ang3lo e o Isá decidiram manter a pose antes ensaiada!
Rumo a Vila Praia de Âncora até na ciclovia pedalamos, um luxo a que as nossas montadas
não estão habituadas.
Alguns não se habituaram ao piso macio da ciclovia e preferiram rodar no paralelo.
Antes da subida final para a Montaria, tempo para encher os cantis.
 Já não víamos a hora de chegar ao Caçana e deliciar-nos com o prometido champarrião mas a verdade é que alguns de nós estavam mais apertados de tempo e a volta tinha sido longa. Por isso, e com o coração destroçado, decidimos adiar a última etapa para outra oportunidade.
Rumámos então ao Chafarrica (que nem champarrião nem gelados da globo), mas era o local onde tinha-mos deixado as viaturas.

Nos entrementes aparece-nos o Zé Duarte, que apenas está lesionado no joelho, e não nas mãos, o que lhe permite continuar a praticar o bom e velho desporto do levantamento do copo, e que além de nos brindar com a nossa presença cuidou de pagar a rodada no "debriefing".

O Zé com ar de muita saúde e boa nutrição, ao lado do Filipe que aguardava uma mine... ou talvez não!
 Entretanto, enquanto se procedia à hidratação final, o Alone decidiu verificar que notícias desportivas chamaram tanta atenção ao Victor, logo deparando com um artigo, muito bem escrito e documentado, duma modalidade que agora não me ocorre o nome, mas muito interessante:


O nome da atleta era Manuela  Arcuri, e de nacionalidade brasileira, se não nos enganamos.
De referir o extremo bom gosto do equipamento, que não parece ser da marca Cofides.

O Paulino, também grande entusiasta do desporto, quis também ler o artigo em causa.
Pela sua expressão, muito se lhe ocorreu sobre o assunto!!
Ups, fui apanhado!
Felizmente a Micas não lê estas crónicas!

Chegados ao fim, após cerca de 50 km, sem quedas (talvez pelo percurso menos técnico) e sem furos (o Filipe deixou de comprar câmaras-de-ar na loja do Chinês... ou talvez não) apenas lamentamos não termos degustado o champarrião, mas ainda assim houve FAVAIOS.

Cumpriu-se por isso mais uma domingueira, com a habitual camaradagem e amizade, e no final já todos pensávamos: NUNCA MAIS É DOMINGO!


Abraços tapafurísticos,
Alone Ranger

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A crónica que não saía...saiu!

O toque de alvorada despertou-nos bem cedo para mais uma volta domingueira por terras Barquenses.
Olhó Sol a espreguiçar! Molengão!

Na mente estava uma visita a um dos locais mais emblemáticos das Terras da Nóbrega: o monte do Livramento.
O chavão: “Já fui tão feliz no Livramento” parecia não se aplicar a esta questão dos pedais, já que o desnível de 700 metros entre a vila minhota e o cume em Ventuzelo não antevia descanso para as pernas.
A rapaziada das lycras apertadinhas, reuniu em manada ainda o sol se espreguiçava por detrás dos montes Espanhóis a nascente.
Para o evento assinaram a folha de presenças o Ang3lo, Agostinho, Viana, Serafim, Paulino, o Miguel (regressado de ferias) e o Steven. Juntou-se a nós o Guru do ciclismo Barquense dos Barca Bikers o Carlos Vale – Moleiro o que muito nos agradou já que é sempre com enorme prazer que recebemos a sua presença no nosso pelotão.
Os tapafurQs em direcção ao sol nascente!

Degustado o café, pusemos as bicicletas a rolar em direcção a Santa Rita. Alcatrão suave e montes (ainda) com pinheiros e eucaliptos, tornaram a coisa menos penosa, mas a inclinação da estrada fizeram as minhas pernas exclamar: “@£§€”#$ de ideia tu tiveste logo pela manhã”.
Cumprida a primeira etapa, faltava subir o resto. Na mente do estratega do périplo estava um trajecto que não tendo os pormenores de um GPS, levar-nos-ia por caminhos de terra batida quase até ao cume, e assim foi.
Em Sampriz fizemos jus à condição de TT que caracterizam as bikes e desviamos para trilhos mais agrestes.
Nesta altura o Milhafre domesticado pelo Zé Duarte (o do joelho estragado) atacou a bicicleta do Ang3lo, causando-lhe uma chiadeira irritante no travão da frente o que obrigou a uma intervenção quase cirúrgica no meio do monte. Resultado: KTM de pernas para o ar!
"Ora esta peça é daqui ou caiu do céu?"

Valeu-nos entretanto os vastíssimo conhecimento de trilhos “cicláveis” do moleiro para assim ziguezaguearmos monte acima até Casal de Vide.
Caminhos cicláveis? Deixa-me rir!

O lugar é bonito, com vista privilegiada e onde se pode encontrar sinais de uma ruralidade perdida, substituída por ICs IPS e Urbes descontroladas. Estes atributos servem bem quem regista em fotografia sinais de outros tempos e os imortaliza em pixéis (que substituíram entretanto as películas). E foi precisamente, e de forma inesperada, que pela fresca da manhã, aproveitando a fantástica luminosidade destes locais nos encontramos com um senhor, portador de uma fantástica maquina fotográfica (Canon 5dmarkII e respectiva lente serie L, para os conhecedores) que simpaticamente meteu conversa com o grupo. Carlos Vilas, o nome do fotógrafo profissional, prontamente se disponibilizou para nos retratar e em troca, fizemos questão de com a nossa máquina de bolso, assinalarmos o encontro com esta foto de grupo.
O fotógrafo foi fotografado!

Quem diria que num lugar pequeno, teríamos oportunidade de trocar impressões com ilustre fotógrafo - a ele o nosso obrigado.
Retomamos caminho em direcção ao cume do Livramento e foi num instante que chegamos a Ventuzelo, local onde na igreja da Nossa Senhora do Livramento tiramos a habitual (e não profissional) foto de grupo e comemos as bananas da NASA, as barras de material duvidoso, os panados, os pasteis de bacalhau e leitão que normalmente carregamos nas mochilas.
O grupo com Ponte da Barca lá em baixo à esquerda!

Faltava uma etapa, porventura a mais dura, até ao topo do mundo (que foi? para quem lá está parece, não temos culpa).
O Moleiro, a braços com um esvaziamento no pneu traseiro, ficou para trás para dar á bomba, o que aliado ao cansaço de uma semana de festas de S. Bartolomeu, resultou num momento de admiração paisagística a meio da última subida.
Os restantes não esmoreceram e treparam (o termo está bem aplicado já que os derradeiros metros foram feitos a pé com as bicicletas encostadas à antena da Rádio Barca) até ao miradouro.
E que dizer de tão mítico lugar? A frescura do ar que se respira, o silencio que nos invade (excepto quando vão os barulhentos tapafurQs), e a paz que se vive no alto de Livramento? Só experimentando! 
Apontam para onde? Sem o Gps não sabem onde estão... baaa!

Hora de descer!
Apanhamos o elemento em falta e toca a ir por trilhos divertidos, sempre evitando os estradões que é coisa que a malta da Barca não gosta e depressa chegamos á sede do concelho.
Era hora do debriefing, que é uma coisa que se pratica numa mesa de café com um copo na mão.
Drebriefing a decorrer.

" A técnica é esta. Colocam-se os lábios em posição e num movimento bascular sobre eleva-se o fundo do copo...!"

O Miguel tinha saudades dos copos, digo das bicicletas.

30km para cumprir mais uma missão, com tempo de sobra para o regresso a casa e um convívio final que por vezes é sacrificado à custa dos ciclistas que exigem kms.
Daqui a umas semanas regressaremos a terras de Ponte da Barca e na forja está um passeio por locais de rara beleza – a Ermida espera por nós!
Mais fotos AQUI e respectivo track AQUI

Abraços Tapafurísticos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

5 Cumes - Maratona BTT e os tapa furQs



Pelo segundo ano consecutivo o tapa furQs BTT Clube marcará presença na festa do BTT designada por Maratona BTT 5 Cumes, em Barcelos, organizada pelos Amigos da Montanha, e que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro.

A edição deste ano terá como novidade o facto de contar pela primeira vez para a Taça de Portugal de XCM.

Alinham assim à partida os tapa furQs que seguem, segundo a ordem do dorsal:


Viana       - 2050 
Valente (Alone Ranger)    - 2051 
Vítor        - 2052 
Serafim    - 2053 
Miguel     - 2054 
Isá            - 2055 
Ângelo     - 2056 
Paulino    - 2057 
Agostinho -2058 
Filipe        - 2059 



A data limite para inscrição é o próximo dia 14 de Setembro, com limite de 2500 participantes.
Mais informações nos links supra. 

Volta domingueira de 28 de Agosto: O track

Como habitual segue o track do percurso efectuado pelos bravos tapa furQs na última volta domingueira.

Os dados:
Distância: 28 Km;
Subida/acumulado: 1.247m;
Declive médio subida: 6,3%;
Elevação máxima: 757m.

O track pode ser obtido aqui: Ponte da Barca - Ventoselo


Saudações tapafurísticas.
Alone Ranger



 

sábado, 27 de agosto de 2011

Siga a rusga... até ao Gião!

Aaaaaaaah! 6ª feira, aquele dia maravilhoso para quem trabalha de 2ª a … 6ª precisamente. Mas para quem, como eu, está de férias (hihihi!) e a restabelecer fusos horários depois de uma intensa e maravilhosa romaria de S. Bartolomeu em Ponte da Barca, é mais um dia de confusão “calendária”. Na cabeça ecoam harmónicas de “…e viva a rusga e viva a rusga…” compassadas pelos bombos e concertinas, todos trajados a rigor.
Para me desfazer desse estado de troca de neurónios decidi lavar a bicicleta. A pobre estava num estado lastimável: Pó, lama ressequida, algas (!) secas nos aros e um pneu furado!
Suspirei, pedi desculpa à minha montada e meti mãos à obra. 

Comecei pela limpeza do volante e respectivas “manetes” e VUUUUUUSSHHHH! 1ª Flash 

O inicio:
Aaaah cafeína, faz milagres logo pela manhã!
O joelho doí muito mas a coisa só agora está a começar!

Eram 7:35 da manha de Domingo, 21 de Agosto e os TapafurQs já se instalavam confortavelmente numa esplanada da pastelaria Dida em Arcos de Valdevez e onde seria servida uma fantástica beberagem repleta de cafeína. Bendizendo os descobridores pela magnífica ideia de trazer o café do Novo Mundo, subimos para as montadas ansiosas por conquistarem o monte do Gião na freguesia do Vale com os seus muito respeitáveis 810 metros de altitude.
Isto de já não andar há algum tempo de bicicleta aliado à provecta idade do “Je”, marcou o inicio da volta, e que o diga o meu joelho esquerdo que, qual articulação do ausente Zé Duarte, queixou-se a viagem toda, tal foi a pancada que levou quando tomado pelo desespero de ter o pé preso ao pedal e em risco de tombar para o lado ao estilo sequóia abatida, dei um puxão mais forte e a pobre articulação embateu violentamente no volante. Dorido mas não vencido!

O volante estava limpo e agora era tempo de me dedicar ao selim que apresentava sinais de ter ido parar a uma guerra qualquer e VUUUUUUSSHHHH! 2º Flash

A subida
A estes só os vimos à saída!




Animados, lembramos o Alone homenageando-o com um ritmo igual ao dele.


Até ao Mezio em Cabana Maior, porta do parque Nacional Peneda-Gerês, seguiríamos pela estrada que segue até ao Soajo. Com uma inclinação pouco acentuada e constante, aquela que parecia uma etapa dos Pirineus no Tour, serviu para quebrar o pelotão em dois grupos: os gajos lá da frente e nós (Filipe Araujo, Filipe Ramos, Viana, Isá e Ang3lo) que de férias ou pouco activos, seguíamos a um ritmo “Aloneano” em memória ao Valente. Dos primeiros não há fotos pois o fotografo ía nos segundos, o que é muito bem feito para eles. Não falarei da espuma que se babou nem das respirações descontroladas, pois são partes algo nojentas e que não vale a pena referenciar. Digamos que o passeio foi agradável (/”@£§”# de subida!).O denominador comum ao grupo de ciclistas (os que iam à frente não são humanos) foi mesmo a reacção adversa que os fundos das costas estavam a ter com os selins, mas lá chegamos, onde nos aguardavam os outros.

Com o selim a brilhar, estava na hora de apurar a técnica de lavagem pois virei atenções para uma roda e VUUUUUUSSHHHH! 3º Flash

O milhafre
De braços cruzados, os molengões aguardavam os ciclistas




A vitima do milhafre e o Isá a preparar-se para intervir


Chegados ao Mezio esperava-nos um grupo de mandriões (conjunto de tipos de lycras encostados ás bicicletas, a saber: Agostinho, Paulino, Serafim, Zé Costa, Steven e o Vitor que ficaria por ali mesmo). Tudo preparado para finalmente irmos para trilhos terrosos, quando o Filipe (quem mais?) anuncia: tenho um furo! Toca a reunir e logo o Isá dirige a operação de substituição da câmara-de-ar. A rir-se como um doido, o milhafre fez das suas e prometia mais, como veremos adiante. Quanto ao Filipe, foram tantas as palavras indecorosas proferidas no meio da natureza que, soubemos depois, um mocho caiu de uma árvore com um ataque de nervos mas que já teve alta entretanto. Com o problema resolvido e com o grupo reunido, seguimos estradão fora rumo ao posto de vigia do Gião circulando roda com roda.

Uma roda já estava limpa e depois de repassar a esponja no cubo para tirar a lama do seu interior e ter dado cabo dos dedos nos aros, comecei a limpar o quadro e VUUUUUUSSHHHH! 4º Flash

Bebida energética: Favaios ou Sumol?
Mais um cume conquistado




Foto de grupo com o colega da Sumol


Com um ritmo mais lento e que permitia manter um pelotão esticado, somos surpreendidos quase ao chegar ao cume por um ciclista envergando um equipamento da Sumol, que mais parecia movido a motor de explosão sugando 98 octanas. O colega de Guimarães, desconhecedor da região e dos trilhos daquela serra destacou-se desde logo pelo ritmo, não sabemos a fugir de quê, mas principalmente pela ausência de capacete. –Ó colega! BTT é em segurança acima de tudo e o casco a proteger os neurónios é essencial!
Seja como for, depois da foto de grupo desfrutando da magnífica paisagem, os tapafurQs e o ciclista da Sumol (entretanto convidado a descer connosco já que o GPS diria para onde irmos) iniciamos a descida rumo à freguesia do Vale. A toda a velocidade, como sempre, seguiu o Vimaranense da Sumol com a sua bicicleta de quadro verde, um verde...sumol!

O quadro estava limpo e era altura para apreciar o trabalho realizado até então, dei dois passos atrás e pimba!, deitei o balde ao chão e VUUUUUUSSHHHH! 5º Flash

A descida das quedas ou a queda para as descidas
E o chão ali tão perto!




Um gingamoichinhos partido ao meio!!!


Sempre animados pelas diversas onomatopeias vocalizadas pelo ciclista da Sumol, iniciamos a descida por trilhos nem sempre evidentes e de inclinação duvidosa.
 A dificuldade nem era muita, mas os Deuses do ciclismo tinham-se deitado tarde na noite anterior e a coisa ficou problemática. Para não alongar os relatos resumimos:
Isá – 4 quedas (todas sem gravidade e de chacha, quase sempre parado ou a passo de caracol mas que dá para a cambalhota)
Agostinho – 1 quase queda (valeu o Serafim que bem mais suave que uma giesta deitou a mão ao rapaz)
Zé Costa – 1 queda (embora sem consequências físicas serviu para cortar a meio uma das extensões do volante ficando o rapaz sem onde se agarrar)
Filipe Araújo – 1 queda (relatada mais à frente)
Ciclista da Sumol – 1 abalroamento (a grande velocidade não anteviu uma descida mais pedregosa e literalmente abalroou o Ang3lo que serviu de raile e ficou com um rodado 26 marcado nos braço esquerdo ao estilo molde dos CSI.

Depois da queda do balde, fui enche-lo novamente e prossegui com a limpeza da bicicleta. Era a altura ideal para me virar para a outra roda e VUUUUUUSSHHHH! 6º Flash

O milhafre anda hiperactivo
Não admira que fure, o gajo tinha uma pinha dentro da câmara de ar!




O Serafim queria usar o alicate mas não sabemos bem em quê ou para quê!


Depois de nos despedirmos do colega da Sumol em paredes do Vale, continuamos a descer rumo a Arcos de Valdevez.
Que os trilhos eram lindos, lá isso eram. Mas que eram muito poeirentos, lá isso também eram.
Com um ar de mineiros chilenos de lycras, seguíamos felizes e contentes colinas abaixo (e por vezes acima) quando o Zé Costa anuncia: tenho um furo!
Claro está que olhamos para ver se o Filipe tinha mudado de voz mas era mesmo o Zé. Com a equipa de assistência do costume rapidamente se pôs o ciclista do volante descompensado (um dos gingamoichinhos partido lembram-se?) a rolar.
Não sabemos se por inveja ou por mau feitio não demorou muito a que o Filipe anunciasse:  Tenho um furo!
Pensamos que ele por esta altura já terá uma gravação pois não vale a pena continuar a ser ele a dizer a frase, e em espanhol até ficava giro: tengo un pincho!
O Isá bem que atirou com o comando do meo ao estupor do milhafre mas estava sem pilhas…
Nada a fazer, toca a mudar o pneu. Pelo menos foi na outra roda que ainda não tinha furado.

A roda estava limpa e a bicicleta estava agora com o orgulho recuperado, livre de lama e pó e de toda aquela sujidade e VUUUUUUSSHHHH! 7º Flash

A sujidade da queda
Depois de pó aos rodos a agua fresquinha soube taaaaaaaão bem!




Momento Lua Vermelha - reparar no tom pálido com que o moço ficou!


Os últimos quilómetros foram percorridos sob uma nuvem de pó já que no meio de montes devastados pelos incêndios e sem arvoredo alto, os caminhos ficam expostos à chuva e vento acumulando poeiras e areias. E foi precisamente de um desses troços em areia que resultou no nosso momento Lua Vermelha do passeio: O Filipe Araújo terá ficado com a roda da frente presa na areia e Catrapuz!, toca a sujar o novo equipamento da Scott e arranjar uns belos duns arranhões numa perna.
Foi eleita a queda do dia (e houve muitas) pelo que o nosso convidado merece destaque nesta crónica: rápida recuperação companheiro!

Recuperado o brilho da bicicleta, admirei-a por um bocado e pensei: demorou a pôr-te pronta mas Domingo há mais festa e VUUUUUUSSHHHH! 8º Flash 

Siga a rusga

As ruas de Ponte da Barca fervilhavam com a animação que só uma noite de rusgas  no S. Bartolomeu pode causar. As concertinas e os bombos enchem o ar e toda a gente parece ter esquecido por um momento os problemas da vida e eu não sei se estou de lycras na rusga ou de franjeiro na bicileta

Preciso de descançar!

Mais fotos AQUI
 
Abraços taparuristicos
Ang3lo