terça-feira, 5 de julho de 2011

Ponte da Barca, palco da última crónica domingueira.

Domingo, 3 de Julho de 2011.

Mais uma crónica domingueira.
Vamos à pauta e identificamos desde logo os faltosos. Desta vez não vamos nomeá-los mas antes indicá-los. São eles, da esquerda para a direita, para quem olha para a foto que serve de título ao nosso blog: o nº3, o nº 5, o nº 6 e o nº 10.

Original e bastante interactivo este início de crónica não acham? Pois ainda bem.

E perguntam vocês: E os habituais convidados? Claro que houve convidados! Foram dois, o já conhecido Steven e o Nuno dos Barca Bikers TT, que pela segunda vez alinha com os tapa furQs.


O Steven. A foto não é completamente explicita, mas dá para notar que
já se equilibra sem as habituais rodinhas laterais.

O Nuno, à esquerda! Neste momento, já no meio da prova, quando o Silvino, digo, Serafim
tentava convencê-lo, sem sucesso, a continuar, com palavras de encorajamento tais como
"o pior ainda está para vir" ou "vamos só subir até acolá" etc.

Estreamos aqui um pequeno apontamento de entrevistas, o também chamado "flash interview", como soi dizer-se na comunicação-social.
Foram entrevistados os nossos dois convidados. Em discurso directo:

tapa furQs : - Bom dia Steven. Mais uma volta com o tapa furQs, porquê?
Steven: - Gosto muito deles. São pessoas com muitos conhecimentos, muito preparados, ao nível dos melhores!
tapa furQs: - Considera-os portanto uma autoridade no mundo do BTT!?
Steven: - BTT? Não! Nisso das bicicletas são até muito fraquinhos! São é malta fixe!
tapa furQs: - Ah!...

tapa furQs: - Então e tu Nuno? Pela segunda vez com o tapa furQs...
Nuno: - Pois é! Estou muito contente!
tapa furQs: - Pelo enorme desafio que representa, não é?
Nuno: - Bem... Isso do desafio... Eu há um mês que não andava...
tapa furQs: - E querias voltar rapidamente à forma, certo?
Nuno: A verdade é que eu tinha duas hipóteses para hoje: ir à missa ou andar com os tapa furQs.
          Decidi-me por aquela que importava menor esforço físico, para não correr risco de lesões!
tapa furQs: - Ah!...
Adiante, que isto das entrevistas não sei se foi coisa boa!!

Perguntam então vocês: E a volta, foi altamente?
Que pergunta mais parva, dizemos nós, claro que foi altamente!
Senão vejamos:
Só de acumulado de subidas foi para cima de 1200 metros!!
Ah, e houve muitos mais condimentos:

Houve VELOCIDADE!

Isá a WARP3!

Houve PERIGO!

Os tapa furQs em contra-mão!!
Não se trata de um uma violação ao código da estrada pois o sinal encontrava-se completamente
oculto pela densa vegetação. O Zé Duarte logo tratou de repor a sinalização vertical.

BELAS PAISAGENS



Uma bela lagoa, de água cristalina.

ALGUMAS AVARIAS


A gingamoixinhas do Zé com problemas ao nível do ABS.

FUROS


No pneu novo do Viana

E uma boa dose de LOUCURA

Ang3lo utilizando um protótipo para microgeração com painel solar ambulante.

Estes foram então alguns dos ingredientes.

Quanto à crónica propriamente dita:

À hora costumeira juntaram-se os tapa furQs em Ponte da Barca.
A boa disposição logo pela manhãzinha é bem patente. Ang3lo e Isá os anfitriões.
O cafézinho veio logo a seguir, ou não fosse o Ang3lo um dos guias.
O pelotão seguia bastante compacto, como se pode aferir da foto seguinte:


Andamentos muito similares nesta fase...
Seguimos animados, muito disparate mas não mais do que o costume, e eis-nos chegados à capela da Senhora da Paz, onde tiramos a costumeira foto de grupo, junto do anjo:
tapa furQs & friends. Steven à esquerda e Nuno o camisola amarela.

Aqui, num enquadramento irrepreensível, da autoria do Ang3lo.

Daqui em diante o percurso era desconhecido para boa parte de nós. Muito bom, variado, e com as paisagens como sempre deslumbrantes. O calor não apertava, pois o sol esteve escondido, mas a amena temperatura convidava à pedalada.

Como novidade tinha-mos também a estreia da mochila/ hidrobag do Zé Duarte, a qual foi apelidada pelo Alone Ranger de Salamandra.
Tantas foram as vezes que o Zé foi apanhado, digamos, com a boca na botija, que houve quem insinuasse que não era água que ele levava na mochila!

Zé Duarte, em primeiro plano, de salamandra às costas.

Zé Duarte em hidratação a 75mph!

O Zé não largava a bicha!!
Seguindo até Caçapedro, uma altura ou outra houve onde nos enganámos, coisa de pouca importância, pois também disso é feito o BTT.
As subidas não tiravam o ânimo aos atletas, que seguiam valentes, ou seguiam o Valente (Alone Ranger), em grande forma!!


Alone imparável. Até mesmo o Steven teve dificuldade em acompanhar, tal o ritmo imposto.

Tudo estava bem até o Viana comunicar à malta, numa altura em que levava a bicla à mão: FUREI !!!


De seguida, o mesmo Viana lança a BOMBA ATÓMICA: É que eu nunca mudei um furo!
Olhámos uns para os outros, não queríamos acreditar, mas era verdade. O homem não sabia mudar uma câmara de ar ou remendá-la.
Alguém tinha feito asneira, e da grossa, na altura dos testes de admissão para o tapa furQs e avaliação curricular!!!


E agora? E o livro de instruções?

Tornava-se necessário intervir rapidamente e, ao sinal do Alone, Miguel e Steven logo seguraram o Zé Duarte, para o impedir de ajudar na reparação, e assim não perdermos tempo precioso.


Enquanto isso o Isá passou a dar uma formação intensiva ao Viana sobre reparação
de furos e mudança de pneus e câmaras-de-ar.
O problema era grave, e soluções drásticas foram postas em prática:


Tudo o que havia na mochila do Alone, que tivesse cola, foi utilizado: desde tapa furos a fita isoladora.
Um trabalho de mestre que honra o nosso nome tapa furQs. Há quem também nos apelide de os recauchutadores!
Enquanto os trabalhos prosseguiam uma ave de rapina, pensamos que um milhafre, aproveitou a nossa desatenção e levou a roda da frente da bicla do serafim!!


Serafim, quase em estado de choque.


Raça do milhafre, que levou a roda do Serafim!
Recuperada a roda, pois alguém acertou na cabeça do milhafre com o comando da MEO, seguimos viagem.
A todo este aparato presenciavam, atónitos, dois habitantes locais:

Gandas malucos, dizia o garrano de raça leiteira!
Já em trajecto descendente, tempo para reabastecimento.

De regresso a Ponte da Barca.

Sem mais incidentes regressámos a Ponte da Barca, mais uma vez sãos e salvos.
A registar apenas uma queda do Serafim, a que este vosso cronista não assistiu, mas sem consequências de maior, felizmente.
Em jeito de finalização, parabenizar os nossos anfitriões Isá e Ang3lo pela organização de mais um fantástico périplo, e agradecer aos nossos convidados Steven e Nuno.

Para finalizar, mais alguns fantásticos registos obtidos pelo equipamento mais sofisticado que existe para este tipo de modalidade, ainda não comercializado em Portugal, mas que estamos autorizados a revelar.
O super helmet cam go-pro.

Viana



Agostinho


Serafim

Alone Ranger

Zé Duarte


Nuno

Ang3lo


Miguel

Steven


Isá


E assim terminamos mais um acrónica domingueira.
Próximo Domingo há mais. :)

Abraços tapa furísticos,
Alone Ranger



domingo, 3 de julho de 2011

Cronica domingueira? Ainda não...

Estando a crónica domingueira ainda em fase de pré-produção, para já fica uma pequena amostra daquele que foi mais um raide domingueiro fantástico!


Um dos belíssimos locais visitados, algures próximo de Caçapedro, Ponte da Barca,
cortesia do Ang3lo e do Isá,  os guias designados para a volta de hoje.

Para breve o relato.
Abraços,
Alone Ranger

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ultimo track domingueiro

Foi este o percurso gizado por aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado e que tanta mossa fez nos tapa furQs

Não vemos dificuldade de maior. Teremos que apostar mais na forma física do tapa furQs.


Abraços tapa furísticos,

Alone Ranger

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A volta domingueira e o recreio do Agostinho

Domingo (está praticamente institucionalizado) é dia de volta de bicicleta, e como tal toca a tirar as lycras das bolas de naftalina e pô-las a arejar.
A dita cuja, estava marcada para terras Limianas onde se previa um passeio ligeiro, sem número determinado de participantes uma vez que vários membros haviam anunciado a sua indisponibilidade para o périplo.
Com alertas multicoloridos por parte da protecção civil no que diz respeito ao calor que se iria fazer sentir, o “ajuntamento” ocorreu bem cedinho pela fresquinha com as comparências do Ang3lo, Zé Duarte, Zé Costa, Miguel, Paulino (regressado de ferias) e aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado, mais concretamente o Agostinho.
Logo ao início deveríamos ter desconfiado a simpatia extrema deste ultimo elemento, e o facto de ele trazer em mão o gingamoichinhos do GPS. Ora se o aparelho demoníaco estava na posse do Alone Valente e ele, por superiores funções e deveres a cumprir, não iria comparecer ao encontro, porque carga de água o trazia o Agostinho?
Ingenuamente aceitamos o facto com indiferença e divertidamente assistimos à luta que o pequeno aparelho deu ao Paulino e Agostinho para que um trajecto previamente marcado surgisse no ecrã.
À bulha com o gingamoichinhos. Divertido de vêr :)

Já em marcha percorremos de uma assentada só 500 metros até a cafezada que nos desperta (mais ao autor desta crónica do que aos restantes mas pronto!)
Todos contentes rodávamos no plano sem saber o que nos esperava.

Rumamos então para Calheiros, e a coisa até prometia quando vimos a placa que indicava “mesa dos 4 abades” – éramos seis mas quando se envolve ao assunto mesas, normalmente ficamos contentes.
Aí começou o descalabro: aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado anuncia – “viramos á esquerda!”, esperançadamente miramos o Paulino, mas a expressão na cara dele confirmava os piores receios - TINHAMOS QUE SUBIR.
E nada foi como dantes: subimos, subimos, subimos e após subirmos, continuamos a subir.
Aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado tomava a dianteira sempre com ar descontraído e alegre, não havia duvida, estava no RECREIO e só não assobiava porque pensamos que ele não sabe.
Subimos, subimos, subimos...

O domador de jibóias (também conhecido por Filipe) não estava entre nós, mas alguém tinha que furar e por isso o Miguel voluntariou-se e arranjou um prego (agora que falo nisso, barracas com pregos e bifanas no meio do monte para nos dar assistência é que era uma ideia genial!) ferrugento para vazar o pneu traseiro e ter de dar á bomba.
Não tem a técnica do Filipe mas com treinos vai lá!

Neste episódio ficamos a conhecer mais uma capacidade daquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado já que possui glândulas capazes de produzir liquido selante, o que valeu ao colega apeado. Há quem diga que as mesmas glândulas conseguem produzir Araldite e Supercola3 dependendo apenas da técnica de aplicação por parte do indivíduo.
O prego!

Segregado o selante verifica-se a eficácia do tratamento ao pneu!

Prosseguimos… Não sei se já tinha dito que subimos, mas de facto continuamos a subir.
Quanto mais subíamos mais éramos afectados pela falta de oxigénio, todos menos um que à semelhança dos seres anaeróbicos, aumentam a sua actividade em ares tão rarefeitos.
Pelo caminho, numas das diversas paragens que fizemos para descompressão, demos indicações a um piloto de uma avioneta mais distraído que ia uma altitude ligeiramente abaixo da nossa, e perguntava para onde ficava o aeroporto de Pedras Rubras!!!
Chegados ao cume, mais concretamente á Cruz Vermelha, concluímos que tínhamos cruzado por caminhos inóspitos e inexplorados (exagerados estes adjectivos mas vêm na linha do pensamento de missão impossível adoptada neste texto!) em 3 concelhos: Ponte de Lima, Paredes de Coura e Arcos de Valdevez.
"Quem sou eu? Que faço aqui?"

"Ups! Acho que um pulmão me caiu lá atrás!"

"GLUP!"

"Ai que eu morro!"

Paulino abstracto a tentar entender o que lhe tinha acontecido.
Agostinho e o sorriso de quem pensa: "Isto é tão divertido e os meus colegas estão apáticos. Vamos lá cambada!"

A cruz vermelha e o conquistador ao cimo!

Percebemos também que a cor da cruz (vermelha) era o resultado da paragem prolongada após a subida, que devido ao afluxo de sangue vindo das pernas de regresso á cabeça faz com vejamos tudo vermelho.
E nesse local mítico tudo foi revelado: Na noite anterior o Alone Ranger Valente e aquele-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado, munidos de um caldeirão, poções malcheirosas e pestilentas e de um Google Hearth que teima em mostrar o mundo plano ou com elevações 3D enganadoras, criaram o passeiozinho do demo.
Tempo para recuperar a identidade (naquela altura nem sabíamos quem éramos tal o esforço despendido!) o fôlego e a determinação.
Na descida nada a assinalar, tinha acabado o recreio daquele cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado e agora era o nosso, estradões abaixo e estrada nacional a tout-la-vitesse pois o Telhadinhos (para os que não sabem é uma tasca tradicional muito gira) chamava ao longe: “TapafurQs! TapafurQs! Temos um branquinho fresquinho e bolos de bacalhau saídinhos agora!” – Juro que ouvi isto por diversas vezes durante o caminho, agora como o fazem é que não sei...marketing agressivo talvez!

Chegados à vila mais antiga de Portugal, tempo para alegrar o dia com o reforço anunciado em vozes do além e as beberages da praxe… referimo-nos às limonadas claro está.
A tempo de nos acompanhar neste esforço final apareceu o Alone Ranger, vestido à civil, embora pensamos que veio verificar se ainda estávamos inteiros e a respirar. 
Alone à civil com o sorriso de quem espera ver estragos depois de marcar o trajecto ao qual não foi!

Só um sorri abertamente satisfeito com o "treino moderado", os restantes estão com esgares!


Não há duvida: os companheiros Limianos elaboraram um feitiço poderoso no GPS e o gingamoichinhos fez-nos trepar que nem cabritas montesas, mas trilhos agrestes há-os em todos os concelhos deste distrito e eles vão lá estar…
Já dizia o outro: DEIXA-OS POISAR!

Abraços tapafuristicQs!!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

tapa furQs - equipamento oficial

Na galeria de personalização da Cofides Competição figura agora também o equipamento do tapa furQs BTT Clube.
Já tivemos oportunidade de o dizer, mas fica uma vez mais o reconhecimento pela qualidade do produto e o profissionalismo demonstrado pela Cofides em todo o processo que envolveu a elaboração do nosso equipamento oficial.


O equipamento oficial do tapa furQs BTT Clube fabicado pela Cofides.

Para os interessados, segue o link:   Cofides Competição

terça-feira, 21 de junho de 2011

Track da última volta

Da última volta domingueira ficam os dados fornecidos pelo GPS:



Abraços tapafurísticos.

A volta domingueira passa mais uma vez por Santa Luzia

O Domingo já não é o mesmo sem a costumeira volta domingueira, e para os leitores assíduos do nosso blog (todos os três), volta domingueira não é volta, sem a respectiva crónica.

Pois bem, ainda que possa faltar inspiração, a verdade é que esta crónica domingueira não pode desiludir, pelos acontecimentos acontecidos (perdoem-me o pleonasmo) e já habituais, qual marca-de-água das aventuras do tapa furQs.
Senão vejamos: houve um convidado, houve sangria, houve furQs, houve enganos no percurso, muita risota e disparate, e no final o tão imprescindível Favaios.

Vamos então por partes, começando pelos ausentes: Paulino, Pedro e Serafim, por motivos vários.
A volta só não foi perfeita porque eles não estiveram presentes.
Dito isto, avançamos.

O convidado foi o nosso amigo Steven, já conhecido doutras voltas, e que do alto dos seus 15 anos (penso que não me enganei na idade) insiste em relembrar aos "cotas" que... são isso mesmo, "COTAS".


O Steven, à direita do Agostinho, a olhar para "o infinito".
Neste caso "o infinito" tinha dois bracinhos e duas perninhas.
É bonito de ver que, apesar de gerações distintas de atletas,
ainda assim há interesses comuns. 
O tempo estava de feição, uma manhã maravilhosa, e que maneira mais auspiciosa de começar a volta do que a iniciar com.... UM FURO!!!

Sim, um furo! O Filipe, organizador em parceria com  o Zé Duarte desta volta, decidiu em sonhos fazer um último reconhecimento do percurso e furou! Furou e não teve tempo de reparar o furo, pois o despertador tocou e isto já se sabe, nem sempre nos conseguimos lembrar do que sonhámos.

Logo se reuniu uma *plêiade de técnicos (o que desde logo deixa o Zé Duarte de fora), e após rigoroso exame se decidiu que bastavam umas "assopradelas" com a bomba especial do Ang3lo, e tudo se resolveria.

A encher o pneu, TAKE #1
*Grupo ou reunião de homens célebres pelo talento.


Puro engano, como adiante se verá!
 
Bora que se faz tarde, e não demora muito que o Ang3lo não reclame pelo cafézinho!
De Cardielos a Viana foi uma tirada, e a primeira paragem aconteceu no Café Pastelaria D'Ajuda, na Meadela.
 

O Miguel, de guarda à bicla do Filipe, não fosse ter outro furo.
Ao contrário do habitual, para além do cafézinho, fomos mimados com umas "natinhas" à maneira, que de tão apetitosas tiveram um efeito inesperado no Zé Duarte, talvez acometido de hipoglicémia grave!
 

Zé Duarte, qual felino em plena savana, preparando o derradeiro e mortífero ataque.
Só uma escapou com vida!
Próxima paragem: Santa Luzia.
O grupo pedalava a bom ritmo, e logo a seguir vinha o Alone.
Em Santa Luzia, a paisagem belíssima, e tempo para a foto de grupo.
 
 
Aqui devemos uma homenagem ao Sr. Gonçalves, fotógrafo à la minute, que prontamente se ofereceu
para nos tirar a foto que antecede, dispensando assim a montagem do tripé do Alone Ranger.

Um grande bem haja ao Sr. Gonçalves, um dos últimos resistentes de tão nobre arte,
hoje em vias de extinção: a fotografia à la minute.
Primeira etapa cumprida, em força para as eólicas!!
 
Pelo caminho mais uma azelhice, digo, azar, e toca a lesionar uma perna!!
Aconteceu ao Viana, mais uma vez (da última foi com o nosso convidado Moleiro) e começa já a ser habitual: o derramamento de sangue.
Daqui para o futuro, caso se repita, chamaremos a este momento o MOMENTO LUA VERMELHA:

Um grande azar!!!!
Encomenda-se um equipamento vermelho e as meias compradas à posteriori são AZUIS!
Ah, o corte na perna também foi azar!!
Bom, já tivemos furos, sangria, risota e disparate q.b, faltam os enganos.
Convém não esquecer, ou melhor lembrar, que esta volta foi cuidadosamente planeada pela dupla Filipe/Zé Duarte, que no Domingo anterior fizeram um reconhecimento prévio, tal como consta de duas crónicas atrás.
 
Logo, o mais lógico, seria então seguir o percurso planeado, certo? ERRADO, isso não é para o tapa furQs Zé Duarte, que in loco, balbuciou umas palavras que não conseguimos reproduzir integralmente mas cujo teor será qualquer coisa como: - O caminho é por aqui, por isso acho melhor seguir-mos por acolá, que não conheço, mas deve ir dar ao sítio para onde quero ir, e cujo caminho sei que não é por acolá, já que é por aqui!!! Confusos?!, também eu!!
 
Com esta brincadeira,
sobe,
depois desce,
depois volta a subir mas pelo mesmo sítio, só que ainda mais,
e toca a descer,
pelo mesmo sítio, ando so on and so on...
 
Penso que a ideia seria fazer mais quilómetros e juntar metros ao acumulado e, nesse sentido, cumpriu-se o objectivo.
 

Alone Ranger já de boca aberta, mal sabia que tinha ainda de passar pelo mesmo sítio mais duas vezes...
Enganos à parte, e após uma pequena paragem para reabastecimento, voltamos ao "trilho" e eis-nos chegados à Praia Norte, local para....
 

A encher o pneu, TAKE #2
O Alone decide que ali era um bom local para mais uma foto.
Como o Sr. Gonçalves ficou em Santa Luzia e não nos podia valer, logo o Ang3lo partiu em busca de um transeunte que se disponibilizasse para nos tirar a dita foto.
Por sorte passava ali o Sr. Amaro Transeunte da Silva, acompanhado da sua senhora e filho, que sem demora aceitou o nosso pedido.
 
 
Hora de partir, tudo pronto, faltava apenas...

A encher o pneu, TAKE #3
Foi com grande alegria que percorremos o Km seguinte, junto à praia e foz do Lima, após o qual...

A encher o pneu, TAKE #4
Mais uns metros, e hora de parar para reposição de líquidos. O calor apertava e muitos de nós sentíamos já os sintomas da desidratação. Decidimos por uma esplanada junto à praia.
 
E enquanto se espera:

A encher o pneu TAKE #5, desta vez com com mudança de câmara-de-ar.
Mais uma dica tapa furQs:
Sempre que tenham um furo, e principalmente logo no início de uma volta, pensem que talvez seja melhor repará-lo ou mudar a câmara-de-ar, ao invés de passar o tempo a ancher pneus!!!


A presença de tantos atletas juntos não passou despercebida, e uma jovem promotora de um ginásio local acercou-se do grupo, tentando promover a actividade física indoor.

Muito simpáticamente explicámos à nossa promotora que a nossa onda era a natureza e o ar livre, e que a única actividade desportiva indoor que praticávamos era quando bebíamos uns favaios e comiamos uns amendois na casa do Zé Duarte.
Zé Duarte, que ouvia atentamente a promotora com uma postura que demonstrava muito interesse nos benefícios da actividade física dentro de portas.

Antes que possa haver tentativa de censura desta foto, ou que a mesma possa trazer algum género de
mal entendido conjugal, desde já o autor confessa que não foi exactamente como atrás descrito,
sendo que aqui o Zé estava apenas a olhar para a mudança da câmara-de-ar do pneu da bicicleta do Filipe.
Trata-se da chamada liberdade de escrita que muitas vezes contende com o rigor histórico.
Após uma longa espera, que nos levou quase a desistir do pedido, fomos servidos da limonada encomendada. Foi-nos explicado que tal demora se tinha devido à necessária mudança de barril, já que o anterior tinha acabado.

Limonada bem fresquinha. Um bálsamo que nos iria ajudar a percorrer os derradeiros quilómetros.
 
Última etapa até casa do Zé, sem sobressaltos mas com alguns desvios desnecessários (em nosso entender, já que as pernas já pediam descanso) recompensados todavia com um Favaios bem fresquinho e uns amendoins.
Com estes mimos todos já alguém sugeriu que todas as futuras voltas tivessem início e fim na casa do Zé. Um assunto a ser discutido em assembleia geral.
 
Feitas as contas foram mais 50 Km  e 4 horas muito bem passados!

O odómetro do Steven, preciso como um relógio suiço, pura tecnologia alemã.
Tempo para a despedida com os habituais cumprimentos tapa furísticos.
 
Alone Ranger